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30 de agosto de 2011

Central de Atendimento à Mulher registra mais de 4 mil atendimentos na PB



A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), contabiliza 4.026 atendimentos na Paraíba, desde sua criação, em abril de 2006, até junho deste ano. Em todo o país, foram quase dois milhões de atendimentos no período. A secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Iraê Lucena, avaliou que o aumento das denúncias está diretamente relacionado ao amparo da Lei Maria da Penha e aos avanços que a implementação da Lei trouxe.

“Um número bastante expressivo que nos aponta  que as mulheres estão querendo se informar  de seus direitos e ainda, nos casos de violência, que elas estão cada vez mais denunciando as agressões sofridas. Com a implementação da Lei Maria da Penha conseguimos dar uma maior visibilidade da violência doméstica, pois  as mulheres tiveram mais credibilidade para sair do ciclo da violência. Elas passaram a ter mais confiança em denunciar e assim os números de atendimentos nas delegacias, nos Centros de Referência e na Central de Atendimentos aumentaram bastante. Tudo reflexo da Lei que, além de amparar as mulheres nos casos de violência, encorajou as denúncias de violência contra a mulher”, comentou Iraê Lucena.

Segundo ela, “a criação da Central de Atendimento atende a uma antiga demanda dos movimentos feministas e de mulheres e funciona com atendentes capacitadas em questões de gênero, nas políticas do Governo Federal para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres”.

A SPM enfatiza que a procura pelo Ligue 180 é espontânea e o volume de ligações não se relaciona diretamente com a incidência de crimes ou violência. Fatores como melhorias tecnológicas, o maior acesso da população aos meios de comunicação, capacitação de atendentes, campanhas de divulgação e o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher são apontados como decisivos para o aumento considerável no número de atendimentos.

Além de encaminhar os casos para os serviços especializados, a Central de Atendimento à Mulher fornece orientações e alternativas para que a mulher se proteja do agressor; informa sobre os direitos legais; os tipos de estabelecimentos que a mulher pode procurar (conforme o caso), dentre eles as Delegacias de Atendimento Especializado à Mulher, Defensorias Públicas, Postos de Saúde, Instituto Médico Legal para casos de estupro, Centros de Referência, Casas-Abrigo e outros mecanismos de promoção de defesa de direitos da mulher. E, ainda, com a Central todas as mulheres podem receber atenção adequada, sem nenhuma exposição, pois o sigilo é absoluto e a identificação é opcional.

Ranking nacional – Desde a criação, a Central realizou em todo o país 1.952,001 atendimentos. Desses, 434.734 registros se referem a informações sobre a Lei Maria da Penha (11.340/06), o que corresponde a 22,3% do total das ligações. Em números absolutos, São Paulo lidera o ranking com 44.499 atendimentos, seguido pela Bahia com 32.044.  Em terceiro lugar aparece  Minas Gerais com 23.430 dos registros.

Tipos de violência – Durante esse período houve 237.271 relatos de violência. Desse total, 141.838 correspondem à violência física; 62.326, à violência psicológica; 23.456 à violência moral; 3.780, à violência patrimonial; 4.686, à violência sexual; 1021, ao cárcere privado; e 164, ao tráfico de mulheres. Um dado relevante é que foram registradas 4.060 ligações relatando ameaças e 18.320 casos de lesão corporal leve.

Balanço semestral de 2011 – De janeiro a junho, a Central de Atendimento à Mulher contabilizou 293.708 atendimentos.  No período foram registrados 30.702 relatos de violência. Desse total, 18.906 foram de violência física; 7.205, de violência psicológica; 3.310, de violência moral; 513, de violência patrimonial; 589, de violência sexual; 153, de cárcere privado; e 26, de tráfico de mulheres.

Perfil – A maior parte das mulheres que entrou em contato com o Ligue 180 se declarou parda (46%), tem entre 20 e 40 anos (64%), cursou parte ou todo o ensino fundamental (46%), convive com o agressor há mais de dez anos (40%) e 87% das denúncias são feitas pela própria vítima. O percentual de mulheres que declaram não depender financeiramente do agressor é de 59% e, em 72% das situações, os agressores são os cônjuges das vítimas. Os números mostram que 65% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a mãe.

 

Estados Posição por

Valor Absoluto

Número de Ligações Estados Posição por

Valor Absoluto

Número de Ligações
SP 1 44.499 SE 15 4.571
BA 2 32.044 AL 16 4.527
MG 3 23.430 PB 17 4.027
RJ 4 20.292 RN 18 3.946
PA 5 16.143 SC 19 3.064
PR 6 11.638 MS 20 2.455
PE 7 10.752 MT 21 2.016
MA 8 10.227 TO 22 1.688
RS 9 8.745 AM 23 1.383
GO 10 7.220 RO 24 1.148
CE 11 6.280 AP 25 640
PI 12 6.271 AC 26 573
DF 13 5.625 RR 27 315
ES 14 5.018