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13 de fevereiro de 2012

Casos notificados de dengue apresentam redução de 84,25%



Este ano, os casos notificados de dengue apresentam uma redução de 84,25%, comparado ao mesmo período do ano passado. As informações estão no Boletim Epidemiológico de número cinco, que corresponde ao período de 1º janeiro a 10 de fevereiro. De acordo com o documento, divulgado na manhã desta segunda-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), este ano foram notificados 186 casos da doença, enquanto no mesmo período do ano passado foram 1.181.

Conforme o novo boletim, até o último dia 10, foram registrados 16 casos de dengue clássica, um de dengue por complicações e um por febre hemorrágica – não foi registrado nenhum óbito. Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde da (SES), Júlia Vaz, essa redução é um dado bastante positivo e reflete o trabalho preventivo que vem sendo realizado desde o último trimestre do ano passado, quando o Governo do Estado adotou as crianças como atores para disseminação de informações de prevenção e combate à dengue.

Júlia explicou que o trabalho das crianças é realizado por meio do projeto  “Olimpíada de combate Dengue”, que envolve crianças na faixa etária de 7 a 10 anos de idade. O material consta de um jogo de tabuleiro, um quebra-cabeça e um jogo da memória, todos enfocando as formas de prevenção e combate à doença. “Com este trabalho, esperamos que nossas crianças saibam como se prevenir contra a doença e cobrem dos seus pais, vizinhos e colegas bons hábitos e costumes no combate aos criadouros do vetor, e outras formas de prevenção à doença”, comentou Júlia Vaz.

Ela destacou também que esse trabalho educativo é importante por criar desde cedo, nas crianças, a consciência do cuidado de combate à doença e a necessidade das ações de vigilância dos focos do mosquito. “Dessa forma, vamos educar as crianças e ajudá-las a crescer com a responsabilidade de também contribuir para o combate à doença”, frisou.

Conforme Júlia, para que o trabalho de combate e prevenção à dengue alcance resultados positivos, é necessário a união do Estado e municípios, envolvendo as secretarias de Educação, Saúde, Infraestrutura e também os órgãos responsáveis pela limpeza urbana. “Quanto à contribuição da sociedade, é preciso que as pessoas facilitem a entrada dos agentes de saúde em suas residências para que eles possam desempenhar o seu trabalho”, ressaltou.

Prevenção – Algumas medidas simples e de prevenção devem ser adotadas pela população, como tampar as caixas d’água; guardar os pneus em local coberto e seco; não deixar que as garrafas acumulem água, colocando-as sempre com a boca para baixo; observar sempre as calhas para ver se existe água acumulada; e colocar areia nos pratos das plantas.

Júlia Vaz explicou que o agente ambiental realiza um papel importante com a identificação e destruição dos criadouros do mosquito, ao mesmo tempo em que orienta as pessoas a tomarem as medidas de prevenção à doença, mas afirmou ser preciso que o morador ajude o agente, levando-o aos pontos onde há a possibilidade de o mosquito se reproduzir. Ao identificar esses locais, o agente deve destruir o criadouro ou colocar o praguicida para matar a larva do mosquito.