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Cartaxo abre campanha de vacinação contra poliomielite

sábado, 19 de setembro de 2009 - 10:04 - Fotos: 
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, preparou uma manhã festiva para receber as crianças, cujos pais atenderam ao chamamento e compareceram ao Complexo de Pediatria Arlinda Marques, em João Pessoa, para cumprir a segunda etapa da campanha de vacinação contra a poliomielite. A abertura foi feita pelo vice-governador Luciano Cartaxo, juntamente com o secretário da Saúde, José Maria de França. Deivson Rodrigues Gonçalves, do município de Sousa – último caso de paralisa infantil do Brasil -, esteve presente ao evento.

Cartaxo afirmou que a saúde pública era uma responsabilidade de todos, ressaltando que o Governo do Estado estava fazendo a sua parte ao lado da sociedade organizada, cabendo aos pais levar suas crianças aos postos de vacinação. E apelou: “Caso não possam levar seus filhos hoje para se vacinarem, levem durante a semana, pois é importante que erradiquemos a poliomielite”.

Em seu pronunciamento, o secretário José Maria de França destacou o tratamento prioritário que o atual governo dá ao setor de saúde. Segundo ele, durante seis anos o Estado deixou de investir R$ 600 milhões, porque só destinava 7% do seu orçamento para o setor, mas agora retomava suas ações na busca de oferecer uma melhor estrutura de saúde à população, a exemplo do retorno dos transplantes cardíacos e renais e da melhor distribuição de medicamentos excepcionais.

DIA D – A Secretaria de Estado de Saúde preparou uma estrutura de festa para receber as crianças, que foram recepcionadas pelo Zé Gotinha e pela Mamãe Gotinha e tiveram direito a um café da manhã especial, bem como puderam  brincar em pula-pula. A Banda de Música da Polícia Militar e o Coral Jovem UniGente, da Unimed, se apresentaram durante a abertura da campanha.

O objetivo desta segunda etapa da campanha é imunizar pelo menos 95% das 316.674 crianças paraibanas menores de 5 anos, contra a paralisia infantil. O ‘Dia D’ ganhou o reforço de instituições privadas e filantrópicas, a exemplo do Rotary Clube, Maçonaria, Unipê, Unimed e redes de supermercados, que além de distribuir material educativo com a população disponibilizaram postos volantes de vacinação até as 17h00. Em todo o Estado foram montados 520 postos provisórios, além dos 1.000 fixos, distribuídos nos 223 municípios paraibanos.

Jovem que teve pólio é atração da abertura da segunda etapa da vacinação
 
A abertura oficial da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, na Paraíba, contou com a participação de Deivson Rodrigues Gonçalves, 22 anos, último caso de poliomielite do Brasil, registrado em 1989. Apesar do Estado ser conhecido de forma negativa por causa desse evento, o paraibano Deivson é um exemplo de superação. Sem sequelas, o rapaz foi o alvo das atenções na festa que aconteceu no Complexo Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, neste sábado, o ‘Dia D’ contra a pólio. “Não deixem a doença vencer. Levem os seus filhos para serem vacinados”, insistiu Deivson.

O jovem e sua mãe Devaneide Rodrigues Gonçalves participaram da abertura da campanha, a convite da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Eles moram em Sousa, no Sertão paraibano. “Eu vim com muito prazer, principalmente, porque meu filho está curado e pouca gente sabe disso. Todo mundo pensa que a doença deixou ele deficiente. Na verdade ele ficou sem andar quase cinco meses, mas com o tratamento e com muita fé, conseguimos vencer a doença. Eu acredito muito na vacina. Mesmo depois de ele ter tido a doença, com 1 ano e 5 meses, nunca deixei de levá-lo para as campanhas, até ele completar 5 anos”, disse.

Importância das campanhas – Walter Albuquerque lembrou a importância de todas as crianças tomarem as três doses da vacina recomendadas no cartão de vacinação para que sejam imunizadas contra os três tipos de vírus que causam a paralisia infantil. “Deivson havia tomado duas doses e provavelmente estava imunizado contra dois tipos de vírus, mas não contra o terceiro. No caso dele, teve paralisia temporária, mas muitas crianças podem não ter a mesma sorte e levar sequelas para o resto da vida ou até morrer. As doses aplicadas nas campanhas são importantes como reforço e para garantir que o poliovírus selvagem seja combatido e a coletividade fique imunizada”, explicou.

Cleane Costa e Assessoria de Imprensa da SES-PB com fotos de João Francisco, da Secom