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Caravana Tapioca abre segunda noite do Circuito Cultural no Centro Histórico

quinta-feira, 24 de abril de 2014 - 18:13 - Fotos:  Divulgação

Quem abre a segunda noite do Circuito Cultural, nessa sexta-feira, dia 25 de abril, é a Caravana Tapioca. com o espetáculo teatral “Cavaco e sua pulga adestrada”. Nascido no Recife, em 2010, o Grupo tem como foco o trabalho com o circo, teatro e a música. Com criação, roteiro e atuação de Anderson Machado, e direção de Helder Vasconcelos, “Cavaco e sua pulga adestrada” apresenta de forma clownesca a história de uma pulga imaginária como personagem principal. Cavaco, um antigo dono de circo que acabou falido ao perder todos seus artistas, então decide reconstruir sua carreira com pulga Maria. O espetáculo é encenado no Largo São Frei Pedro Gonçalves, às 19h.

As atrações continuam com a intervenção urbana realizada pela Paralelo Cia de Dança, intitulada de “Experimento Pina”, às 20h, na Praça Antenor Navarro. Enquanto companhia paraibana, nordestina, conduzida apenas por mulheres, os Experimentos funcionam com o propósito artístico de revelar, através de citações artísticas fortes na dança, – especificamente da coreógrafa alemã Pina Bausch -, o que legitima o “fazer artístico” de um grupo cujas referências sociais se dão pelo caminho do colonizador. A Companhia completa, em 2014, dez anos de atuação no cenário artístico paraibano e estreou o “Experimento Pina” em 2011, chegando hoje a sua décima quarta Experimentação.

Representando a cultura popular, a Nação Maracahyba se apresenta, logo em seguida, em cortejo pela Praça Antenor Navarro, às 20h30. O Maracatu Maracahyba surgiu não como uma corrente das tradições religiosas repassadas entre as “madrinhas” e famílias, sendo, portanto, um trabalho musical e cênico que rememora e mantem viva a tradição do maracatu na Paraíba, daí a origem do seu nome. Entre alfaias, agbês, agogôs, caixas e ganzás, a Nação Maracahyba garante a continuidade da expressão da identidade afro-brasileira do maracatu de baque virado no cenário cultural paraibano.

A música encerra essa segunda noite do Circuito Cultural através do projeto “Luz do Candeeiro”, que traz as bandas Os Gonzagas, e Os Fulanos, às 21h, no Ateliê Multicultural Elionai Gomes. Dois irmãos, um primo e quatro amigos que se juntaram, em 2007, para fazer aquele bom forró que embalou a infância dos garotos, mas de um jeito todo especial. Com uma pegada jovem, mas sem deixar de lado a essência da música nordestina – é assim que os sete músicos dão vida à banda Os Gonzagas. 

O grupo une o que há de mais expressivo do forró pé-de-serra, com o melhor da música popular que valoriza a cultura regional e outros ritmos que ultrapassam a cultura nordestina. Os irmãos Yuri Gonzaga e Gonzaguinha comandam a sanfona e guitarra, respectivamente. O primo Daniel Costa é o zabumbeiro. A segunda sanfona fica por conta de Carlos Henrique. Hugo Leonardo toca o contrabaixo. Caio Bruno detona na bateria. Felipe Alcântara, nos vocais e triângulo, fechando assim com carisma uma formação de músicos com forró correndo nas veias, no nome e no coração.

Já Os Fulano nasceu em 2009, na cidade de Santa Rita, fruto do encanto pela cultura popular nordestina. Assim, as brincadeiras do terreiro de festa da casa do avô foram levadas ao palco em uma representação da identidade coletiva e do espírito da folia viva e estampada. Do terreiro ao palco, o grupo desenvolve sua arte difundindo e celebrando a música paraibana que não tem idade. Seus festejos são sempre ricos de alegria e poesia, que toca e convida o povo pra dançar. Desde 2011, em sua nova formação, o grupo é composto por Lucas Dan (voz e acordeon), Thiago Melo (Zabumba) e Betinho Lucena (Voz, triangulo e efeitos). 

Com duração até 11 de maio, sempre de quinta a domingo, o Circuito Cultural é realizado pelo Governo do Estado da Cultura, através da Secretaria de Cultura e do Movimento Varadouro Cultural. Com uma programação diversificada e gratuita, o projeto conta com vários parceiros que fomentam a vida cultural do Centro Histórico da cidade, proposta que carrega o evento ao atrair a população e os turistas para os nossos casarões, igrejas, largos, praças e ladeiras.

Realização: Varadouro Cultural, Governo do Estado da Cultura através da Secretaria de Estado da Cultura

Co-Realização: Balaio Nordeste, Coletivo Mundo, Trupe Arlequim, Moinho Produção, Ateliê Multicultural Elioenai Gomes, Pogo Pub, Fundação Casa de Cultura Cia da Terra, Vila do Porto, Cachaçaria Philipéia, Café São Jorge
Apoio: Imaginária, Captura.Me