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10 de novembro de 2010

Caps AD 24h atende em 45 dias mais de 500 dependentes químicos



O primeiro Caps AD 24h da Paraíba atendeu 545 pessoas, desde que foi implantado, há pouco mais de 45 dias. O Centro de Atenção Psicossocial para Usuários de Álcool e outras Drogas funciona em regime de plantão e com leitos de internação. Com a migração dos pacientes que já eram atendidos na estrutura anterior, o Caps AD 24h conta hoje com 3.228 usuários cadastrados. Ao todo são 12 leitos, sendo 10 masculinos e dois femininos.

 
“Temos médico plantonista a qualquer hora que o usuário chegar aqui. Em alguns casos, ele pode ficar acolhido e passar até 10 dias corridos. Neste sistema de internação, tivemos até agora 30 pessoas, dessas 11 estão hoje no Centro”, disse a diretora do Caps AD, Rosineide Freire.  
    
O Caps AD funcionava em Jaguaribe, mas só durante o dia e de segunda à sexta-feira. A nova unidade foi instalada na Rua Sinésio Guimarães, no bairro da Torre, totalmente reestruturada de acordo com as exigências do Ministério da Saúde, como parte da política do Governo do Estado para o enfrentamento às drogas. O serviço funciona todos os dias, o dia todo, inclusive nos finais de semana e feriados com atividades variadas.  
    
Equipe multidisciplinar – Os usuários são acompanhados por um médico clínico geral, psiquiatra, psicólogo, assistente social, além de professores que desenvolvem atividades com cerâmica, música, pintura, reciclagem e esporte. “O objetivo é ocupar a mente das pessoas em tratamento para que elas não fiquem ociosas. Temos uma programação intensa de atividades e uma equipe multidisciplinar que acompanha os usuários”, explicou Rosineide.

Outros profissionais integram a equipe técnica do Caps AD como farmacêuticos, nutricionistas, enfermeiros e técnicos em enfermagem. No total, existem no local mais de 100 pessoas trabalhando, que se dividem a cada plantão.

Uma nova vida – Na tentativa de reintegrar os usuários à sociedade, a direção do Caps AD 24h, ressalta que parcerias com empresas privadas e a sociedade são indispensáveis. O apoio da família também contribui para a recuperação dos usuários.  “Já depois do Caps AD 24h temos o caso de um jovem de João Pessoa que chegou aqui usuário de crack, ficou acolhido e conseguiu se levantar. Hoje, ele está trabalhando no comércio e continua fazendo as terapias que a casa oferece. A família teve e está tendo um papel fundamental para a recuperação dele”, contou Rosineide.
    
Outro que também conseguiu voltar às atividades profissionais foi um jovem representante comercial de João Pessoa, que chegou a ser acolhido no Caps. “Fiquei dois dias debilitado em casa depois de consumir droga por alguns dias sem parar. Terminei sendo socorrido para um hospital. De lá fiquei sabendo do serviço do Caps e vim parar aqui, onde fui acolhido e agora estou freqüentando o regime aberto, porque estou voltando às atividades profissionais”, contou ele, que por proteção não teve o nome divulgado.
    
Quem também procurou o serviço do Caps AD para o filho, foi um reformado da Polícia Militar que mora no município de Sapé. “Meu filho se envolveu com droga e passou a usar crack. Decidi trazer para aqui, onde ele vai ficar alguns dias para tentar se livrar das drogas”, afirmou o senhor que não quis se identificar.   
    
Caps no Estado – Ao todo, são nove Caps AD funcionando na Paraíba, nas cidades de Campina Grande, Cabedelo, Cajazeiras, Guarabira, Patos, Piancó, Sousa e João Pessoa (duas unidades, sendo uma estadual 24h e outra municipal).

Da Assessoria de Imprensa da SES PB