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29 de novembro de 2012

Caprinocultura da Paraíba será modelo para Estado do Maranhão



emepa caprinosO sistema de produção de cabras leiteiras desenvolvido na Paraíba com acompanhamento da Emater, que alcançou elevado índice de conscientização de criadores, será implantado no Estado do Maranhão. Foi o que afirmou nessa quarta-feira (28) o presidente da Agência de Extensão e Pesquisa Rural do Maranhão, Jorge Fortes, que acompanha um grupo de técnicos e criadores de quatro municípios maranhenses durante visita ao Cariri paraibano.

O grupo de 18 pessoas está na Paraíba desde segunda-feira e permanecerá no Cariri paraibano até esta sexta-feira (30), acompanhado do assessor estadual de caprinocultura da Emater, Everaldo Cadena. Os técnicos e criadores estão participando de reuniões com extensionistas e caprinocultores dos municípios de Monteiro, Zabelê, Prata, Gurjão e São Sebastião do Umbuzeiro.

“Essa visita tem um grande valor para nós, técnicos e criadores do Maranhão, porque vai contribuir para que se possa levar a experiência da Paraíba, que produz uma excelente caprinocultura de leite em situação de adversidade”, afirmou Jorge Fortes, para quem, no seu estado, a situação é benéfica, com possibilidade de crescimento. Lá os criadores priorizam a caprinocultura de corte.

Ele também acha que os exemplos dos paraibanos vão servir de estímulo para os caprinocultores do Maranhão, justamente porque praticam uma atividade em uma região semiárida – que passa por uma prolongada estiagem – e sabem aproveitar o que resta da vegetação para alimentar os rebanhos, além de contar com o incentivo financeiro do Governo do Estado para aquisição de ração.

Para Jorge Fortes, a Paraíba pratica uma caprinocultura de leite com eficiência, mesmo diante das diversidades climática que está enfrentando. Segundo ele, será programada uma visita no início do próximo ano para conhecer o trabalho de pesquisas com caprinos realizadas pela Emepa.

Criadores – Nessa quarta-feira, o grupo conheceu o trabalho de pequenos criadores, como Erivaldo Ferreira Vieira (Fia), do sítio Malhada do Exu, que trabalha em uma área de 20 metros de largura por 40 de comprimento, onde cria oito cabras. A produção de três litros diários é comercializada ao Programa Leite da Paraíba, garantindo uma renda mensal de um salário-mínimo.

Outra experiência conhecida foi a de José Antenor Dias, do sítio Caxingo, em Prata, que usa parte de uma fazenda cedida pelo proprietário Jeremias Ramos, onde mantém 30 cabras. Outro é José Genival Tembosio da Silva, do sitio Frade, no mesmo município. Como a estiagem está prolongada, a produção de leite está reduzida. O grupo de maranhenses conheceu também uma usina de leite em Prata e, à tarde, esteve em Sertânia, Pernambuco, visitando um criador.

Todos os criadores fornecem leite ao programa do governo e enfrentam dificuldade para alimentar seus animais, sendo obrigados a usar chique-chique, macambira, faxeiro, além de uma suplementação alimentar à base de milho, soja e sorgo adquirida com incentivos do governo. Durante as visitas, os extensionistas da Emater em Prata, Joanildo Torres, gerente da Unidade Operadora, e Sandro Vicente acompanharam o grupo.