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9 de março de 2016

Capacitação discute tratamento do tabagismo pelo Sistema Único de Saúde



O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), promove, nesta quinta-feira (10), capacitação para profissionais de saúde sobre tratamento do fumante pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo/Instituto Nacional do Câncer (Inca). Temas sobre o programa; como deve ser realizado o tratamento, o acompanhamento do fumante e a necessidade do uso de remédio serão discutidos durante a qualificação que vai acontecer no auditório do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande.

Serão capacitados profissionais dos 65 municípios que não participaram da qualificação em 2015. São médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais de nível superior, que possuem perfil para trabalhar com o Programa de Cessação do Tabagismo e serem multiplicadores em seus respectivos municípios.

Segundo a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Gerlane Carvalho, a capacitação tem o objetivo de formar os profissionais de saúde para a abordagem e tratamento do fumante na rede SUS, promovendo a melhoria do acesso e da qualidade da atenção à saúde.

“Existem pessoas que só param de fumar com o apoio psicológico, sem usar remédio. Mas, para isso, o paciente deve ter força de vontade e querer parar. Ele também precisa dessa ajuda psicológica, como uma questão de troca de experiências, principalmente, na questão da abstinência”, explicou.

Gerlane lembrou também que, para alguns pacientes, é necessário o uso de remédio. Nesses casos, o usuário passa por uma avaliação médica. Para aquele que tem um grau de dependência muito alta, geralmente, o médico associa o acompanhamento das sessões terapêuticas ao tratamento com medicamentos.

Ela lembra que um dos grandes problemas é que alguns pacientes usam os adesivos com reposição de nicotina e continuam fumando, o que aumenta a dosagem da substância no organismo. Outro agravante é que alguns começam a utilizar o medicamento, param de fumar, e já suspendem a medicação sem orientação médica.

“Por isso é tão importante que o tratamento medicamentoso aconteça junto com o apoio psicológico, pois é preciso trabalhar o motivo que leva a pessoa a fumar e as fragilidades. Dessa forma, há uma mudança comportamental, incentivando-a para uma melhor qualidade de vida. E, mesmo que ela tenha recaída, não pode ter vergonha de retornar à unidade, pois é lá onde terá todo apoio necessário para se livrar da dependência”, aconselha Gerlane.