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Campanha ‘Paraíba pelo fim da violência contra a mulher’ continua com programação

quarta-feira, 25 de novembro de 2009 - 15:38 - Fotos: 
A programação da Campanha “Paraíba pelo fim da violência contra a mulher. Faça sua parte”, lançada nessa terça-feira (24) pelo Governo da Paraíba, através do Programa Estadual de Políticas para Mulheres, está tendo continuidade nesta quarta-feira (25), Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher.

A campanha foi oficialmente lançada na manhã desta quarta-feira em Cajazeiras. Em João Pessoa, às 14h, no Parque Sólon de Lucena (Lagoa), será realizado um ato público pela liberdade das mulheres e pelo fim da violência, tendo como lema: “O corpo é meu, não se maltrata, não se viola e não se mata”.

Esse evento será promovido pelo Movimento de Mulheres, com apoio do Programa Estadual, e inclui a caminhada do Toré Feminista, performance teatral e a “Vigília Feminista pela Liberdade das Mulheres e pelo fim da Violência”. Por volta das 17h30, diante de velas acessas, serão apresentadas as silhuetas de 40 mulheres que foram assassinadas esse ano na Paraíba. Haverá uma celebração pela liberdade das mulheres e o ato será encerrado com a participação  do Coral  Voz Ativa.

Ás 19h, a programação segue para a cidade de Bayeux, com uma Sessão Especial na Câmara Municipal, proposta pela vereadora Célia Domiciano. O objetivo será discutir políticas públicas para mulheres, com foco na campanha “Paraíba pelo fim da violência contra a mulher. Faça sua parte”.

Campanha – A campanha estadual integra a mobilização internacional “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”, criada pelo Center for Women's Global Leadership (Centro Global para a Liderança da Mulher) em 1991, que já conta com a participação de aproximadamente 1.700 organizações em mais de 150 países, realizando um conjunto de ações e manifestações públicas pelo fim da violência de gênero.

As ações da campanha seguem até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Durante esses 16 dias, serão realizadas atividades em vários municípios, especialmente nas 40 cidades que assinaram o Pacto Estadual de Enfrentamento à Violência contra Mulher, além de outras iniciativas da sociedade civil.

 
Entre essas ações, destacam-se Sessões nas Câmaras Municipais, com apresentação de Projetos de Lei em defesa das mulheres; mutirões de serviços para atendimentos especializados; atividades de rua, como caminhadas, vigílias e gincanas; nas escolas, a exemplo de debates, oficinas pedagógicas, reuniões com famílias, além de eventos esportivos, culturais, entre outros.

O que é violência contra a mulher – Violência contra as mulheres caracteriza-se como qualquer conduta (ação ou omissão) de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo fato da vítima ser mulher. Pode causar dano, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político, econômico, perda patrimonial e, muitas vezes, leva à morte. Essa violência acontece tanto em espaços públicos como privados, mas as estatísticas provam que, na maioria das vezes, ocorre no ambiente doméstico, sendo cometida por um parente próximo.

A violência de gênero tem base em uma cultura de dominação, em que os homens são considerados superiores às mulheres, e é em torno deles que giram as relações de privilégios, prioridades e acesso às oportunidades. Esse tipo de cultura favorece relações de poder baseada na superioridade masculina, reafirmando o machismo e justificando a violência contra mulheres, meninas e jovens.

Para esclarecer a população sobre as várias formas de violência contra as mulheres, incentivando-as a exigir seus direitos e denunciar os crimes, entre as peças publicitárias da Campanha “Paraíba pelo fim da violência contra a mulher. Faça sua parte”, foi produzido um conjunto de panfletos, abordando violência de gênero; racismo; sexismo e lesbofobia; tráfico de mulheres; saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos, e Lei Maria da Penha. Todos os materiais trazem os telefones para denúncia e atendimento às vítimas.

Fabiana Nóbrega, da Assessoria de Imprensa do Programa Estadual de Políticas para Mulheres