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9 de junho de 2009

Campanha Nacional de Vacinação Infantil começa dia 20



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou, desde a semana passada, os preparativos para a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação Infantil. O ‘Dia D’ acontece no próximo dia 20, quando pelo menos 95% das 316 mil crianças paraibanas menores de 5 anos deverão ser imunizadas contra a paralisia infantil. A SES recebeu do Ministério da Saúde 450 mil doses da vacina contra a poliomielite, que foram encaminhadas as 12 Regionais de Saúde para distribuição nos 223 municípios do Estado.

Este é o 29º ano da campanha nacional e o 20º ano sem a doença no País. Além da pólio, os profissionais de saúde estão orientados a atualizar o cartão de vacina das crianças, com a aplicação de outros imunizantes constantes no calendário vacinal básico, a exemplo da tríplice viral (que previne o sarampo, a rubéola e a caxumba), e a tetra contra a difteria, coqueluche e tétano.

O coordenador de Imunização da SES, Walter Albuquerque, pede aos pais que não deixem de levar o cartão de vacina. Segundo ele, desde o início do mês a Coordenação de Imunização da SES está realizando reuniões nas Regionais de Saúde, para traçar as estratégias e o plano de trabalho da campanha. As pessoas que vão trabalhar na aplicação das vacinas também estão sendo capacitadas.

Na zona rural – Ele afirmou que na próxima semana, os vacinadores vão percorrer a zona rural de todos os municípios paraibanos para imunizar as crianças, ficando o ‘Dia D’ destinado à vacinação na zona urbana. “Vamos trabalhar de forma que nenhuma criança fique sem tomar a vacina e, para que isso aconteça, cada município vai elaborar seu plano de ação para que a meta determinada pelo Ministério da Saúde seja alcançada”, disse.

Walter Albuquerque lembrou que todas as crianças menores de 5 anos devem ser vacinadas, mesmo aquelas que apresentem tosse, gripe, coriza, diarréias leves, paralisia cerebral, síndrome de Dawn, rinites, asmas, desnutrição ou doenças crônicas do coração.

A pólio – A maior parte dos indivíduos infectados com o vírus da poliomielite não apresenta paralisia, mas apenas sintomas leves, com infecção localizada na garganta ou intestino. A poliomielite ou paralisia infantil é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, que pode provocar seqüelas permanentes ou levar à morte. O único reservatório da poliomielite é o homem. O vírus se instala e se multiplica no tubo digestivo e pode invadir o sistema nervoso central e atacar as células motoras.

O coordenador de Imunização da SES explica que não existe tratamento específico ou medicamento eficaz contra o vírus da poliomielite. “A única medida para controlar a doença é a vacinação de crianças menores de 5 anos, pois é neste grupo de idade que acontece o maior número de casos de paralisia”, disse.

Último caso – A Paraíba não registra casos de paralisia infantil há 20 anos. O último do País aconteceu em 1989, na cidade de Sousa, Sertão paraibano. “Temos que ficar vigilantes para evitar que o vírus selvagem volte a atacar. Enquanto houver casos de paralisia infantil em outros países, essas campanhas precisam ser mantidas, além da vacinação de rotina”, explicou o coordenador.

Em 1980, foram realizadas as duas primeiras etapas da Campanha Nacional de Vacinação. No ano seguinte, observou-se uma redução no número de casos da doença. “O desafio é o de sempre: lutar pela homogeneidade de coberturas vacinais adequadas, iguais ou superiores a 95%, em todos os municípios brasileiros, pois só assim conseguiremos manter erradicadas a pólio e a circulação do poliovírus selvagem no território brasileiro”, enfatizou Walter Albuquerque.
 

Assessoria de Comunicação da SES/PB