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16 de junho de 2014

Campanha da Casa Pequeno Davi divulga Disque Estadual 123



A Casa Pequeno Davi, em parceria com a Concern Universal, o Centro da Mulher 8 de Março e o Ministério Público do Trabalho, lança, nesta quarta-feira (18), a campanha Torça Contra à exploração sexual de crianças, adolescentes e jovens. A iniciativa, patrocinada pela Petrobras, tem o objetivo de informar a população sobre a questão e sensibilizá-la a denunciar os casos de exploração. O disque 123, do Governo Estadual, é o canal de denúncia indicado pela campanha. O lançamento será às 8h, no Restaurante Mangai, bairro de Manaíra, João Pessoa.

Como explicou a coordenadora de projeto da Casa Pequeno Davi, Valéria Simões, um dos grandes obstáculos ao enfrentamento da exploração sexual é ainda a omissão da população. “As pessoas veem aquilo acontecendo, mas não denunciam. Por isso são importantes campanhas como essa, que informem essas pessoas que existem maneiras de denunciar, que elas podem contribuir para enfrentar essa questão”, afirmou.

O Brasil já possui alguns canais importantes para denúncias de violações dos direitos da criança e do adolescente, como o disque 100 e o aplicativo para celular Proteja Brasil, ambos de abrangência nacional. A Paraíba, desde fevereiro, tem seu próprio disque-denúncia, o 123, criado pelo Governo Estadual. Esse canal é apontado pela campanha “Torça Contra” como o ideal para denunciar casos de exploração sexual no Estado.

A gente está divulgando, está potencializando esse serviço, pois é um canal que está mais próximo da nossa realidade, que é exclusivo para os casos locais. Com ele, temos mais agilidade nos encaminhamos e resoluções das denúncias registradas”, declarou Valéria Simões, da Casa Pequeno Davi.

O Disque 123 funciona das 7h às 22h, todos os dias, incluindo finais de semana e feriados. O serviço recebe denúncias sobre violações de direitos sofridas por crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e idosos. Até o momento, o canal já recebeu 231 denúncias.

Campanha – A campanha “Torça Contra” terá duração de 40 dias, coincidindo com o período de realização do mundial de futebol no Brasil. “Durante a Copa, espera-se, infelizmente, que o número de casos de exploração sexual contra crianças e adolescentes aumente consideravelmente”, disse Valéria Simões.

O VT da campanha começa a ser exibido no dia 18 de junho na televisão. No mesmo dia, no café da manhã de lançamento, serão exibidas as peças produzidas para divulgar a iniciativa, entre elas, cartazes, outdoors, banners, folders, que serão distribuídos pelos principais espaços de circulação de pessoas na Capital.

A campanha faz parte do projeto “Exploração sexual de adolescentes e jovens: faça um gol contra”, que quer mobilizar a sociedade para o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, com estratégias de ações integradas de proteção e garantias de direito.

A campanha “Torça Contra” já é a segunda grande ação do projeto, que tem abrangência em toda a Região Metropolitana de João Pessoa. A primeira ação ocorreu no último mês de maio, quando foi realizado um seminário que capacitou operadores do Sistema de Garantia de Direitos dos oito municípios da região polarizada pela Capital. No projeto, ainda estão previstas ações nas escolas dessas cidades, para capacitar alunos, professores e famílias sobre a temática, além da construção conjunta com a comunidade e gestores locais de políticas públicas de enfrentamento à exploração sexual.

Números – De acordo com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), o número de casos de exploração sexual tem aumentado na Paraíba. Se em 2012 foram registrados 104 casos nos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas), em 2013 este número pulou para 133.

Esse resultado não significa que a situação esteja pior. A gerente da Proteção Social Especial da Sedh, Gabrielle Vasconcelos, explicou que com a expansão dos Creas no Estado e o fortalecimento da Rede de Proteção da Infância e Adolescência é natural que mais casos sejam registrados.

Em 2012 eram 95 Creas, atualmente são 104. O Estado também investiu em equipamentos para esses Centros de Referência e para os Conselhos Tutelares. Os parceiros da Rede de Proteção também vêm se articulando cada vez melhor. Então, esse crescimento no número de casos de exploração é explicado melhor pela expansão e fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos. Mesmo porque as pessoas tinham receio de denunciar. Fingiam que não viam, como em uma das nossas campanhas. Agora, até isso tem mudado” analisou.