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Campanha contra paralisia infantil segue até 31 de agosto

segunda-feira, 17 de agosto de 2015 - 11:29 - Fotos:  Walter Rafael/Secom-PB

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), participou no último sábado (15) do dia Dia de ‘D’ de mobilização da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite do ano de 2015. Devem ser vacinadas contra a poliomielite crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos e 11 meses 29 dias) e a meta é atingir 95% do público-alvo – um total de 262.141 crianças na Paraíba. Simultaneamente, acontece em todo o Brasil a Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação. As campanhas seguem até o dia 31 de agosto.

A abertura oficial das campanhas aconteceu no município de Monteiro. “No Dia ‘D’ de mobilização foram envolvidos mais de seis mil profissionais de saúde distribuídos nos postos fixos e volantes da Paraíba. Todo o Estado está unido contra a doença”, enfatizou a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica, Izabel Sarmento.

Ao todo, foram disponibilizadas 262.425 doses da vacina contra paralisia infantil nos postos de saúde dos 223 municípios do Estado. “A SES-PB assegura que todos os municípios estão abastecidos com a vacina contra a paralisia e também contra aquelas incluídas na atualização da caderneta de vacina das crianças. Lembramos aos pais que, se seus filhos menores de cinco anos não foram vacinados contra determinadas doenças, procurem a unidade mais próxima de sua residência para vacinar o quanto antes”, alertou Izabel.

A Campanha Nacional de Multivacinação para Atualização do Esquema Vacinal destaca a ação das gestões em saúde. Neste caso, o grupo alvo para a campanha são todas as crianças menores de cinco anos de idade.

“O Ministério da Saúde aproveita a campanha contra a poliomielite para avaliar a situação vacinal do grupo alvo para que, de forma seletiva, proceda-se a atualização da caderneta de vacinação, de acordo com os esquemas preconizados pelo Programa Nacional de Imunizações”, disse a enfermeira do Núcleo de Imunização da SES-PB, Márcia Queiroga.

A enfermeira ainda ressaltou que as crianças poderão receber outras vacinas, tais como:  pneumocócica (contra pneumonia, meningite, otite média aguda e até sinusite), contra hepatite A, B e rotavírus, tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, hemófilo influenza tipo b) e outras.

Vale ressaltar que a campanha contra a poliomielite e a Multivacinação para Atualização do Esquema Vacinal segue até o dia 31 em todos os municípios do Estado da Paraíba. É importante lembrar aos pais e responsáveis que não se esqueçam de levar a carteirinha de vacinação aos postos de saúde.

Campanha – Esta será a 36ª Campanha contra a Poliomielite no Brasil e, em 2015, comemora-se o 26º ano sem a doença no país, estando livre do poliovírus desde 1990. “No nosso Estado, o último caso de paralisia infantil foi registrado há 26 anos. No entanto, é preciso ficar atento porque ainda existem três países em situação endêmica – Nigéria, Afeganistão e Paquistão. Até que tenhamos a erradicação da doença em todo o mundo, seguiremos com as ações de campanha contra o vírus selvagem da poliomielite para que, em viagens ou com a vinda de estrangeiros ao Brasil, ele não seja transmitido”, informou a enfermeira do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde Márcia Queiroga.

Poliomielite – A paralisia infantil é uma doença infectocontagiosa grave, que afeta o sistema nervoso, provocando paralisia principalmente dos membros inferiores. É causada e transmitida por um vírus (poliovírus – entra por meio da boca e do nariz e se multiplica na garganta e no trato intestinal, alcança a corrente sanguínea e, em seguida, pode atingir o cérebro) e a infecção se dá principalmente por via oral.

Quando a infecção ataca o sistema nervoso, destrói os neurônios motores e provoca paralisia nos membros inferiores. Pode, inclusive, levar o indivíduo à morte se forem infectadas as células nervosas que controlam os músculos respiratórios e de deglutição. A facilidade de movimentação das pessoas de um lugar para outro no mundo favorece a disseminação do vírus, que pode ser reintroduzido em um país que já não apresenta mais casos – no Brasil, desde 1990 nenhum caso suspeito foi confirmado.

A vacina contra a poliomielite é aplicada via oral de forma rápida, segura e indolor. A criança toma apenas duas gotas, o que corresponde a uma dose. No Brasil, a vacina é dada rotineiramente nos postos da rede municipal de saúdee durante as campanhas nacionais de vacinação. Para a Campanha Nacional contra a Poliomielite do ano de 2015, a meta é que 12.080.918 crianças sejam vacinadas.