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Câmara entrega comenda à Funad pelos 20 anos de assistência e inclusão

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 - 10:06 - Fotos:  Olenildo

A Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) recebeu a comenda Padre José Coutinho, pelos 20 anos de atuação e inclusão social das pessoas com deficiência. A homenagem ocorreu durante sessão especial da Câmara Municipal de João Pessoa, realizada nessa quinta-feira (20), na sede da Funad.

A medalha foi entregue à presidente da Fundação, Simone Jordão Almeida, pelo presidente da Câmara e autor da proposição, Durval Ferreira (PP) juntamente com a mãe de um usuário da Fundação, Maria da Penha Ramos.

Na oportunidade, o vereador Durval Ferreira leu breve histórico da Funad, que foi instituída pela lei estadual nº 5.208 de dezembro de 1989 e teve o primeiro atendimento em 1991. Durval parabenizou “a militância da Fundação por um mundo mais justo e fraterno, pelo pioneirismo em projetos sociais e educacionais para as pessoas com deficiência em João Pessoa e na Paraíba”.

“Os anos de dedicação aos paraibanos mais vulneráveis, à defesa dos direitos humanos, são exemplos a serem seguidos”, afirmou Durval, colocando a CMJP à disposição da Funad e de todo o segmento da pessoa com deficiência para a fomentação, defesa e implantação de políticas públicas.

Já a presidente da Funad agradeceu o apoio do poder legislativo de João Pessoa, em especial do presidente Durval Ferreira, pela homenagem à Fundação, que por 20 anos promove a inclusão das pessoas com deficiência no Estado, em parceria com outras instituições do poder público e não-governamentais.

“Queremos agradecer e destacar também a força e a determinação de todas as mulheres que fazem parte da história da Funad, desde as fundadoras, as antigas gestoras, as colaboradoras e as mães que diariamente acompanham seus filhos no processo de reabilitação”, lembrou Simone Jordão.

A presidente ressaltou que a Funad tem sido referência não só no atendimento à pessoa com deficiência, mas também na qualificação de profissionais de diversas áreas relacionadas à temática do deficiente, tais como saúde, educação e desenvolvimento humano.

A solenidade aconteceu no auditório Jimmy Queiroga e contou com a presença de mais de 400 pessoas. Além do presidente da Câmara, Durval Ferreira, e da presidente da Funad, Simone Jordão, compuseram a mesa a superintendente adjunta do Instituto de Previdência do Município de João Pessoa (IPM), Paula Frassinete; a presidente do Centro de Atividades Especiais, Helena Holanda; um representante do segmento da pessoa com deficiência e assessor técnico da Funad, Hellosman de Oliveira Silva, e a diretora técnica da Funad, Lígia Barbosa.

Poder Legislativo – Hellosman de Oliveira agradeceu a atenção do presidente da CMJP ao segmento da pessoa com deficiência e destacou a importância do poder legislativo na fomentação, criação e fiscalização das leis, já que os vereadores são os agentes políticos mais próximos das comunidades. “No entanto, quero lamentar a ausência de alguns parlamentares durante essa sessão especial”, destacou Hellosman, lembrando que o segmento não pode ser ignorado, pois representa mais de 18% da população paraibana.

A superintendente adjunta do IPM e ex-vereadora, Paula Frassinete, parabenizou a Funad e todas as entidades que atuam na área. “É muito forte o que vocês passam para a gente”, falou Frassinete. Ela lembrou que “se o corpo tem limites, as asas não têm; se o corpo tem limites, a alma não tem”.

Entidades – Helena Holanda, que também fez parte da equipe e trabalhou na estruturação da Funad, lembrou a trajetória de luta desde a idealização do projeto, que durou oito anos, e reforçou o comprometimento da Fundação em integrar as ações de fortalecimento da política da pessoa com deficiência com as demais entidades.

Ao final, a representante da AME Down, Natália Queiroga, que fez um apelo à Câmara Municipal de João Pessoa para que, a exemplo da Assembléia Legislativa da Paraíba, crie uma lei que garanta as mães de pessoas com deficiência uma carga de trabalho reduzida, para que possam dar mais atenção aos seus filhos. “Nossa jornada de trabalho é pesada. As deficiências estão em muitos lares, mas em poucas consciências”, disse.