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Cagepa quer usuário parceiro na conservação de saneamento básico

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 - 17:07 - Fotos: 
Para manter a eficiência dos serviços de saneamento básico, que resulta na melhoria da qualidade de vida da população, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) age no combate a um dos principais problemas que comprometem o nível do trabalho desenvolvido pela empresa: a má utilização das redes de esgoto.

Muitas das urgências com relação à rede de esgoto em João Pessoa decorrem de seu uso inadequado, conforme técnicos do órgão. Daí que as equipes de manutenção do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) frequentemente encontram lixo e objetos de uso pessoal ou íntimo na rede coletora. As águas pluviais, quando são indevidamente drenadas para os esgotos, também podem provocar vazamentos e obstruções, já que o SES é inadequado para receber uma carga excessiva de água.

Furtos e lixo – A obstrução da rede coletora é um dos principais problemas relativos ao Sistema de Esgotamento Sanitário na Grande João Pessoa. De acordo com o subgerente de Manutenção de Esgotos, Carlos Augusto, “isto ocorre em função dos furtos dos tampões de ferro, pois com o canal aberto as pessoas costumam colocar lixo ou mesmo jogar pedras no local. Soma-se a isso o mau uso doméstico, quando as pessoas jogam todo tipo de material sólido, que geralmente não se dissolve rapidamente”.

O uso correto da rede de esgotamento sanitário diminuiria consideravelmente o número de reclamações diárias da população à Cagepa. Os carros e equipamentos da empresa apresentariam um tempo maior de vida útil, uma vez que as mangueiras, por exemplo, não iriam se desgastar com os processos frequentes de desobstrução do sistema de esgoto. O período de uso delas é de aproximadamente dois anos, nas condições atuais.

Segundo Carlos, por conta da má utilização da rede de esgotamento sanitário, o número de esgotos que são desobstruídos por mês, em média, é de 600, somente na região do Litoral. Para reduzir esse quadro, ele pede que a população fique alerta. “As pessoas devem denunciar à Cagepa quando alguém estiver furando poços com a intenção de despejar alagamentos de águas pluviais para a rede coletora de esgoto, ou no caso de alguém ligar essas águas para dentro de sua residência e depois para o sistema de esgoto”, adverte.

Reciclagem
– A gerente de Controle de Qualidade de Água da Cagepa, Ana Carolina Lemos, explica que as ocorrências de obstrução do esgotamento sanitário são geradas principalmente pelo acúmulo de materiais sólidos. “Com frequência, a população lança no esgoto sacos de lixo e vários tipos de objetos. Porém, a rede de esgotamento serve para o escoamento de 99,9% de resíduos líquidos e apenas 0,1% de partes sólidas. Por causa disso, ele não é dimensionado para o esgoto e a tendência é que ele se acumule, causando as obstruções”, afirma.

Para evitar possíveis problemas de saúde na comunidade decorrentes dessas irregularidades, a Cagepa tem difundido o uso correto do sistema coletor de esgotamento sanitário nas escolas e associações de bairros. O óleo de cozinha, material doméstico mais despejado nas redes e que ocasiona boa parte das obstruções, tem sido reaproveitado através de pequenos trabalhos comunitários, instituições de ensino e organizações não-governamentais para o método da reciclagem, transformando-o em sabão e em biodiesel, por exemplo.

Ana Carolina orienta sobre a maneira que a população pode ajudar na desobstrução das redes de esgotamento sanitário. “Deve-se recolher o óleo de cozinha e entregá-lo em locais que realizem a reciclagem desse material, ao invés de simplesmente lançá-lo no solo, pois isso iria impermeabilizá-lo. Também não se pode descartar objetos sólidos nos vasos sanitários para não causar entupimentos e transbordamentos nas tubulações”, recomenda.

Caio César, da Assessoria de Comunicação e Marketing da Cagepa