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7 de maio de 2009

Cagepa anuncia investimentos de 300 milhões de reais em obras



O presidente da Cagepa, Edísio Souto, descartou categoricamente em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (7), que o Governo do Estado pretenda privatizar a empresa. O presidente anunciou ainda um volume significativo de recursos para investir em obras de melhorias e expansão dos serviços de abastecimento d’água e de esgotos.

Edísio Souto concedeu entrevista coletiva na Sala de Reuniões da Secretaria de Comunicação, na companhia dos demais diretores da Cagepa. Em relação aos investimentos, informou que são cerca de R$ 312 milhões, distribuídos da seguinte forma: R$ 190,8 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento para abastecimento e esgotos. Deste total, R$ 84 milhões estão sendo aplicados nas obras da Translitorânea. A assinatura do contrato ocorreu em julho do ano passado. As obras estavam paralisadas e o atual governo já avançou 10% dos trabalhos. A primeira etapa tem previsão de ficar pronta em outubro deste ano. Antes, a projeção era abril de 2010.

Recursos do FGTS da ordem de R$ 114,9 milhões garantem a execução de diversas obras em dezenas de municípios. Outros R$ 6 milhões oriundos do BNDES estão assegurando a conclusão de sete obras encontradas inacabadas há quatro anos, apesar de restarem apenas 10% para a conclusão. São obras no Bessa, bairro da capital, e em Sapé, Alhandra, Guarabira e outros municípios. Serão concluídas no final de junho próximo, de acordo com informações do diretor de Expansão da Cagepa, Alberto Gomes Batista.

Finanças – Na entrevista coletiva o presidente Edísio Souto afirmou que a nova direção encontrou a empresa com um déficit mensal da ordem de R$ 1,8 milhão. A Cagepa tinha uma dívida aberta de curto prazo no valor de R$ 63 milhões, porém, a empresa já quitou ou negociou nos últimos sessenta dias cerca de 50% desse montante. A folha de pagamento de pessoal está rigorosamente em dia e os salários estão sendo pagos no primeiro dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

Edísio Souto revelou que o governador José Maranhão tem dispensado atenção especial à Cagepa e chegou a presidir uma reunião com toda a diretoria da empresa, reafirmando seu compromisso com a vida financeira e com o desenvolvimento da Cagepa. A empresa tem um crédito a receber da ordem de R$ 160 milhões e nos últimos seis anos nenhuma medida foi tomada neste sentido. São dívidas de prefeituras, hospitais, empresas privadas e órgãos da administração indireta. As dívidas estão sendo negociadas e a Cagepa, inclusive, está parcelando o débito para que os devedores possam saldar o montante devido.

Uma recomendação expressa do governador é para que a Cagepa não inviabilize o funcionamento das prefeituras, empresas ou dos órgãos públicos estaduais, por isso a importância do pagamento parcelado. Parte dos devedores já está negociando seus débitos. A iniciativa privada deve cerca de 60% do montante dos R$ 160 milhões e as prefeituras e câmaras municipais o restante, cerca de 40% do débito. A maioria dos hospitais no Estado deve à Cagepa, totalizando R$ 7 milhões.

Redução de Despesas – Edísio Souto informou na entrevista que a gestão atual está tomando medidas de redução de despesas. Havia excesso de carros e celulares locados, bem como pagamento de horas extras até para servidores que trabalham na sede da empresa. Somente cabe hora extra o pessoal operacional.

Ouvidoria – A população agora dispõe dos trabalhos da Ouvidoria da Cagepa. O ouvidor é Humberto Almeida, funcionário da empresa há 30 anos, advogado, administrador de empresas e jornalista. A Ouvidoria da Cagepa está funcionando de fato e de direito e atende a população pessoalmente na sede da empresa, por telefone (3218-1366), ou ainda através do endereço eletrônico ouvidoria@cagepa.pb.gov.br.

Concurso Público – o Governo do Estado tem interesse em contratar os candidatos aprovados até porque precisa muito de novos funcionários nas diversas áreas de serviços. “O concurso é imprescindível para a Cagepa e a ela interessa sua conclusão”, disse Edísio. Realizado no governo anterior, o concurso sofreu na reta final ações na Justiça por parte de cinco candidatos que reclamaram algumas desorganizações. Edísio lamentou o impasse e informou que está previsto para o dia 12 deste mês uma solução ao menos provisória para o caso, por parte do Tribunal Regional Federal. O Governo aguarda o desfecho da questão para que possa contratar os novos servidores da Cagepa.

Terceirização – Edísio Souto afirmou que duas empresas estavam executando os serviços de manutenção da Cagepa, cuidando de atividades fins, o que não é normal. O contrato de uma empresa não foi renovado e está em andamento um processo de licitação, visando também a melhoria dos serviços. Foi criada uma estrutura na Cagepa para atender melhor a demanda. Os futuros novos funcionários da empresa vão garantir um melhor serviço à população.
Manutenção – Por um período de trinta dias 26 localidades sofrerão interrupção do fornecimento de água por conta de obras de manutenção preventiva do DNOCS no açude Epitácio Pessoa (Boqueirão). A Cagepa comunicou o fato a população, ao Ministério Público para evitar maiores problemas.

Parcerias – Está em estudos pela prefeitura de João Pessoa uma proposta da Cagepa visando agilizar e melhorar as operações de manutenção do sistema de água e de esgoto na capital. A Cagepa faria os serviços e logo em seguida a prefeitura taparia os buracos, recolocando o asfalto ou o paralelepípedo, objetivando não causar maiores transtornos à população.