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23 de maio de 2012

Cabedelo busca agilidade com Porto sem Papel



O Porto de Cabedelo deu um passo importante para ser mais competitivo entre os terminais marítimos da região, com o início do processo para implantação do projeto Porto sem Papel (PSP). Para explicar a operacionalidade do sistema de informação das operações portuárias, criado pelo Governo Federal, uma equipe de técnicos está dando um treinamento durante esta semana na Companhia Docas da Paraíba.

O projeto Porto sem Papel começou a ser efetivado no país em 2011, com o objetivo de racionalizar os processos dos órgãos anuentes como Receita Federal, Polícia Federal, Marinha, Ministério da Agricultura, ANVISA e a autoridade portuária, na estadia das embarcações. Com isso, se pretende eliminar a burocracia e construir um sistema que permita um controle em tempo real de todas as etapas, desde as cargas até o faturamento.

Para o coordenador-geral de Integração de Sistemas de Informação da Presidência da República, José Roberto Bastos Fernandes, o Porto sem Papel traz uma solução tecnológica inovadora. “A gente espera uma racionalização nas atividades em torno de 60% no tempo em que estas autoridades dão anuência, e com isso uma redução de até 25% no tempo de estadia de uma embarcação dentro de um porto”, explicou.

Até quinta-feira, os funcionários do porto, dos órgãos anuentes e agentes de navegação passarão pelo treinamento, entre os quais aqueles que fazem parte  dos setores de informática e assessoria jornalística do porto, que estão sendo capacitados para alimentar o banco de dados que conterá as informações ligadas ao novo sistema e vão integrar um portal de informações portuárias. Integram o grupo enviado pela Secretaria Especial de Portos responsável pela capacitação, os técnicos da Serpro Lisley Paulela, Márcio Fujita e Oswaldo Akira.

Segundo o presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Holmes Jácome, o Porto sem Papel chega para desburocratizar o processo de atracação de navios, e, por conseguinte, o desembaraço aduaneiro da carga. “Este fluxo de informação, que antes era através de formulários independentes para cada órgão anuente, vai passar por uma janela única, na qual todos têm acesso a mesma informação”, revelou.

O presidente da Docas ressaltou ainda que Cabedelo vai ganhar muito com isso. “Se nós já temos um custo de armazenagem baixo, com a diminuição do tempo burocrático, a gente passa a ser mais competitivo. Este é um bom momento para entender este processo e estar de portas abertas para as novas tecnologias” concluiu.