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27 de novembro de 2013

Bonecas produzidas por internas do presídio feminino atraem público em Campina



seap artesanato com bonecas recebe elogios de cliente em cg 1 270x202 - Bonecas produzidas por internas do presídio feminino atraem público em CampinaA exposição de bonecas produzidas por internas do Presídio Feminino de Campina Grande que participam do programa de ressocialização da Secretaria da Administração Penitenciária, chamou a atenção do público que viu a mostra montada na Praça da Bandeira, no Centro da cidade, na manhã da terça-feira (26).

Os produtos ficaram expostos das 8h às 12h e fizeram com que o estande da Seap recebesse muitos visitantes. A professora Gilmara Soares adquiriu uma boneca e elogiou o trabalho das detentas. “É simplesmente um trabalho perfeito. Impressionante como elas capricham nos detalhes das bonecas”, disse.

seap artesanato com bonecas recebe elogios de cliente em cg 2 270x202 - Bonecas produzidas por internas do presídio feminino atraem público em CampinaOutra visitante que se tornou cliente foi a cabeleireira Ione Matias, que é membro da Força Florestal Voluntária Brasil. Ela comprou uma boneca para a filha e também elogiou o trabalho de ressocialização das detentas: “Antes de tudo, ocupa a mente dessas mulheres, o que já é um fator muito positivo. Além disso, é uma forma de ensinar a elas um meio digno de sobrevivência, para quando saírem da prisão”.

seap artesanato com bonecas recebe elogios de cliente em cg 3 270x202 - Bonecas produzidas por internas do presídio feminino atraem público em CampinaDe acordo com o secretário da Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, a produção de bonecas em unidades prisionais femininas de Campina Grande e João Pessoa é um sucesso reconhecido. “E não poderia ser diferente, pois nós fazemos essas exposições em vários pontos e setores estratégicos da nossa sociedade. Esse trabalho é apresentado em universidades, fóruns judiciais, em grandes eventos do Estado, como o Salão do Artesanato. Enfim, é muita gente conhecendo e comprando essas bonecas”, disse Wallber.

Os produtos são produzidos exclusivamente pelas reeducandas. Uma parte do dinheiro vai para a compra de material a ser usado na produção de novas bonecas, e a outra parcela dos recursos é dividia entre as detentas que trabalham no projeto. “Lembrando que esse dinheiro é entregue à família da reeducanda, ou seja, não fica na unidade penal”, ressaltou Virgolino.