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Bombeiros já atenderam 67 ocorrências na Operação Verão

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 - 16:32 - Fotos:  SECOM-PB

O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB) já atendeu, de 5 de dezembro a 14 deste mês, 67 ocorrências dentro da Operação Verão. Os números dizem respeito a toda a faixa litorânea da grande João Pessoa e incluem salvamentos aquáticos (40), atendimentos pré-hospitalar (14) e guarda de crianças (12). A Operação Verão segue até o final de fevereiro reforçando o número de guarda-vidas nas praias e ainda as ações preventivas em estradas e áreas de vegetação para evitar incêndios.

Conforme o comandante do Batalhão de Busca e Salvamento (BBS), tenente coronel Erik Oliveira, os resgates aquáticos envolvem tanto os casos preventivos, quando a vítima é retirada do mar e apresenta um quadro apenas de cansaço e pânico, quanto os casos que se configura o afogamento. “Na primeira situação, se a vítima não for resgatada da água ela pode evoluir para a fase seguinte, que é a do afogamento propriamente dito, variando de um grau de um a seis de acordo com a gravidade”, explicou o tenente coronel, ao acrescentar que nos 40 casos os banhistas sobreviveram.

Segundo ele, essas intervenções dos Bombeiros foram mais recorrentes na Praia Bela, onde é registrada uma grande força da maré, além de Pontinha de Lucena e Gramame. Nessa última, o encontro do rio com mar, sem ondas aparentes, causa uma sensação de tranquilidade nos banhistas. No entanto, quando a maré sobe, acompanhada de correnteza constante, muitas pessoas que não conhecem o local não percebem e ficam em situação de perigo.

Com relação à Pontinha de Lucena, o oficial alerta sobre o perigo de ir ‘caminhando’, sem nenhum equipamento flutuante, para o banco de areia. “As pessoas aproveitam a maré bem rasa para entrar caminhando, mas quando a maré sobe encobre o caminho e os banhistas perdem o referencial, podendo acarretar o afogamento. O mesmo alerta serve para todos os locais que possuem bancos de areia”, orientou.

A população deve ficar atenta também aos cuidados com as crianças, que sempre precisam ser supervisionadas – ainda que estejam no raso. Mesmo aquelas que usam equipamentos flutuantes, como boias e coletes, precisam de acompanhamento, pois os itens podem se soltar ou furar. “Idosos, pessoas com dificuldade de locomoção, portadoras de necessidade especiais ou com propensão a crises convulsivas também devem estar acompanhadas”, lembrou o tenente coronel Erik.

De acordo com ele, 60% das estatísticas nacionais de afogamento apontam ainda ligação dos incidentes com bebida alcóolica. “Por isso, fica claro que a combinação de álcool e banho de mar é perigosa”, frisou. Brincadeiras do tipo trotes, saltos, simulação de afogamento e travessias (a exemplo daqueles que utilizam embarcações como referencial) devem ser abolidas.

“Sempre nadar paralelo à linha da praia e não mar a adentro, além de evitar os mergulhos para não correr o risco de bater a cabeça, sofrer alguma lesão e perder a capacidade de movimentação e nado”, completou Erik.

Primeiros socorros - A Operação Verão também registrou 14 atendimentos pré-hospitalares realizado em áreas de praias, por parte dos guarda-vidas. Na maior parte dos casos, os primeiros socorros foram em decorrências de cortes ou ferimentos, queimadura por caravelas e luxação em virtude de queda – principalmente por pessoas que praticam atividades esportivas.  Todos os postos de guarda-vidas são equipamentos com material para o atendimento de incidentes leves e, quando há algo mais grave, uma ambulância é acionada para fazer o transporte do banhista ao hospital.

Guarda de Criança – Os cuidados com os pequenos devem ser redobrados não só no mar, mas também nas areias. Só no período último de aproximadamente 40 dias, 12 crianças foram encontradas pelo Corpo de Bombeiros. Por vezes, os pais que acionaram as equipes após perceber o sumiço da criança e, em outros casos, populares foram até o posto para entregar uma criança perdida.

“Em todas as ocorrências conseguimos encontrar os pais e não foi preciso levar a criança até o Conselho Tutelar. Orientamos que os pais sempre coloquem uma fita simulando uma pulseira ou qualquer outro item nas crianças, identificando-as, com nome e contato dos responsáveis”, disse ele, citando que nos postos guarda-vidas são distribuídas pulseiras de identificação.

Balanço – A última Operação Verão, realizada de dezembro de 2013 a fevereiro de 2014, registrou 214 ocorrências de praias. Do total, 144 foram salvamentos aquáticos, cinco afogamentos com óbito, 35 atendimentos pré-hospitalares e 30 guarda de criança.  Já levando em conta todo o período de 2014, as ações somaram 584 intervenções na faixa litorânea.

Dicas para banhistas

Como prestar socorro

Jogue um objeto que flutue na água em direção da pessoa afogada. Até mesmo garrafas pet vazias podem servir, além de boias convencionais e de cordas. Nunca deixe a vítima segurar em você, pois na hora do pânico ela pode puxá-lo para dentro da água e ambos acabarem se afogando.

- Retire a pessoa da água pelas axilas e deixe-a deitada de lado, paralela às águas, para evitar engasgos.

- Chame o serviço de emergência do Corpo de Bombeiros, através do 193.

- Tire a roupa molhada da vítima para evitar hipotermia e a aqueça com uma roupa ou toalha seca.

- Espere o socorro ou leve a vítima até o hospital. Isso também vale para quem está consciente, pois é preciso passar pela avaliação de um médico, técnico, bombeiro ou enfermeiro para verificar se há água nos pulmões.

Situação de iminente afogamento

- Não grite, pois isso aumenta o nervosismo e o cansaço.

- O melhor para ser encontrado é levantar os braços e acenas com as mãos.

-Nunca nade contra a correnteza, pode levá-lorapidamente à fadiga.

É possível nadar lateralmente ao fluxo da água, escapando da correnteza e procurando por algo que flutue para se apoiar.