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Boletim da Dengue informa que Paraíba está dentro da média esperada para o período

segunda-feira, 2 de maio de 2011 - 11:36 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou neste final de semana mais um boletim epidemiológico sobre a situação da dengue na Paraíba. De acordo com o relatório, a Paraíba mantém a ocorrência dos casos dentro da média esperada para o período.

Até a 16ª semana epidemiológica foram notificados 6.983 casos suspeitos de dengue e desses 1.795 casos são de dengue clássica, 24 de febre hemorrágica e 22 de dengue por complicações. Foram descartados 655 casos e 733 estão inconclusivos. Também foi registrado um óbito e 3.751 casos aguardam término da investigação para confirmação ou descarte.

A gerente Executiva de Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz, explicou que o boletim aponta para a concentração dos casos na faixa etária de 0 a 14 anos, sendo o maior percentual para o sexo masculino no grupo etário menor de 1 ano, e o maior percentual para o sexo feminino na faixa de 55 a 64 anos.

O percentual mais elevado de casos está na 1ª Gerência Regional de Saúde (24,0 %) e em seguida está a 3ª Gerência Regional de Saúde com 19,6%, seguida da 4ª GRS com 18,4 % do total de casos.

O coeficiente de incidência da dengue por 100 mil habitantes na semana epidemiológica de notificação aponta redução progressiva no número de casos a partir da 14ª Semana Epidemiológica, “o que sugere eficácia nas intervenções realizadas”, avalia Júlia Vaz.

Ela explicou que o diagrama de controle é uma das opções que a SES utiliza de forma complementar para detecção precoce da tendência da doença por semana epidemiológica. A ferramenta desenha um panorama positivo onde a linha que representa o ano de 2011 desde a 14ª semana epidemiológica está em franco declínio.

No entanto, ela alerta que não se pode descuidar. A manutenção das ações de mobilização, de educação e de controle vetorial devem permanecer de forma contínua: “Vivemos um momento crítico em que qualquer negligência pode levar a um aumento na incidência da doença”, lembra Júlia.