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Biorreator vai aumentar produção de mudas certificadas na Emepa

quinta-feira, 4 de outubro de 2012 - 11:04 - Fotos:  Roberto Guedes/Secom-PB

A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) adquiriu um biorreator de imersão temporária. O equipamento foi obtido com recursos do PAC Embrapa e vai aumentar em até dez vezes a produção de mudas 100% certificadas para atender à demanda dos programas do Governo. A previsão dos técnicos do órgão é que dentro de 40 dias o equipamento esteja em funcionamento, produzindo com plantas já na fase de multiplicação.

O presidente da Emepa, Manoel Duré, destaca duas vantagens das pesquisas utilizando o biorreator, o único existente na Paraíba. “O biorreator serve exatamente para produzir mudas em uma quantidade bem maior, com diferencial do processo normal de fertilização ‘in vitro’. Além de produzirmos plantas saudáveis, livres de pragas e doenças”, afirmou. Na Paraíba ainda não existe viveiro que produza mudas totalmente certificadas. Com o biorretor do Laboratório de Cultura de Tecido Vegetal da Emepa, as mudas serão sadias, sem nenhuma bactéria.

O biorreator está em fase de teste na Estação Experimental da Emepa Cientista José Irineu Cabral, localizada em João Pessoa, no Sítio Jacarapé. O equipamento é operado por três pesquisadores doutores da empresa.

Futuras parcerias – O biólogo e doutor em Agronomia da Emepa, Ailton Melo de Moraes, avalia que o biorreator é um equipamento que vem para revolucionar as pesquisas no Laboratório de Cultura de Tecido Vegetal da Emepa. Ele explica que, até então, as experiências eram feitas com micropropagação na forma convencional ‘in vitro’. “Esse equipamento vem maximizar a produção de mudas e é dotado de quatro módulos, podendo funcionar  separadamente”, revelou.

O pesquisador Ailton Melo avisa que a cada seis meses o biorreator, que é um protótipo de pesquisa, terá condições de produzir de 20 a 30 mil mudas de banana resistentes à pragas e doenças.  No caso do umbu, a capacidade será de 10 mil mudas por semestre.

As mudas de banana seguirão principalmente para as Várzeas de Sousa. O umbu para o Cariri,  e  o abacaxi e o inhame para a região litorânea, a partir de solicitações dos produtores feitas à Emepa.  Na pesquisa do umbu e do inhame, a Emepa ainda está desenvolvendo o protocolo de micropropagação.  No laboratório, a pesquisa se desenvolve em três etapas: estabelecimento, multiplicação e enraizamento. Em seguida, as mudas passam 30 dias na estufa no processo de aclimatação. Por fim, a planta pode ser levada ao campo para plantio.

A Estação Experimental da Emepa em João Pessoa desenvolve pesquisas em avaliação de cultivares de frutíferas; formação de bancos ativos de germoplasma/matrizeiros de frutíferas; produção de mudas frutíferas; pesquisas com fitoterápicos; cultura de tecidos vegetais; nutrição e fertilização de plantas; além de processamento de frutas.

O Governo do Estado, por meio da Emepa, firmará parcerias com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).