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Berimbaobab Brasil-Senegal faz duas apresentações em João Pessoa

quarta-feira, 12 de novembro de 2014 - 10:18 - Fotos:  Divulgação

A residência artística Berimbaobab, que promove intercâmbios de artistas do Brasil e do Senegal nas cidades de João Pessoa e Dakar, reúne nesta semana vozes e sonoridades de representantes dos dois países em duas apresentações. Participam do espetáculo brasil–senegalês o grupo musical de afro-jazz Toll Bi (Dakar) e os artistas paraibanos Adeildo Vieira, Erivan Araújo, Gláucia Lima, Soraia Bandeira e Coletivo Tribo Éthnos. A primeira apresentação será nesta quinta-feira (13), às 19h, no Anfiteatro da Estação Cabo Branco. Na sexta-feira (14), o show será no Teatro de Arena do Espaço Cultural, às 20h. A entrada é gratuita.

O intercâmbio é o desdobramento da aventura iniciada no Senegal e Gâmbia pelo Coletivo Tribo Éthnos, o músico Adeildo Vieira e outros artistas paraibanos, juntamente com Patrice Gomis & Peace Orchestra (Ziguinchor), durante dois meses do início de 2012. Estabelecendo uma ponte cultural entre Brasil e Senegal, o projeto foi batizado como Berimbaobab, fundindo elementos identitários das duas culturas. No ano seguinte, o intercâmbio possibilitou a ida da cantora Gláucia Lima, que cumpriu uma agenda de shows com o grupo Toll Bi. Logo após, os paraibanos ainda receberam os artistas Ìdòwú Akínrúli (Nigéria) e Patrice Gomis (França/Senegal).

Agora, o grupo Toll Bi chega à João Pessoa para ampliar os horizontes dessa vivência estética e firmar a continuidade deste projeto que já dura três anos, em permanente fluxo cultural entre Brasil e Senegal. Os participantes paraibanos do projeto são Adeildo Vieira, Erivan Araújo, Gláucia Lima, Soraia Bandeira, Jorge Negão. Beto Preah, Uaná Barreto, Rudá Barreto, Wênia Xavier, Vant Vaz, Izzah Ribeiro e os bailarinos do Coletivo Tribo Éthnos.

O show Berimbaobab Brasil-Senegal é um espetáculo que transita por diversos elementos regionais da cultura nordestina, como o coco, a ciranda, o maracatu, com influências diretas das culturas indígena e africana, chegando à música contemporânea, à World Music e ao jazz, numa verdadeira fusão de gêneros.

Toll Bi – Toll Bi foi formado em 2011, em Dakar. É um grupo que reúne cinco artistas de diferentes origens e formação musical, mas que se juntam para produzir um original afro-jazz. Compõem a banda os saxofonistas Samuel Demolliens (França) e Bernard Verbeek (Bélgica), o baterista Victor Ramalho (Brasil), o baixista Abdou Sène (Senegal) e a cantora Claire Mbeng (Gabão), que faz de sua voz um poderoso instrumento. Ainda acompanha o grupo a bailarina senegalesa Ndeye Gnima Seydi, que interage também com as danças tradicionais do seu país.

O grupo canta o Senegal, país de terras ricas e férteis, tanto no solo, quanto em suas expressões culturais e tradições. Seu canto relata um país que enfrenta desafios e dificuldades, mas que se reinventa através da sua arte e da criatividade de um povo que carrega consigo a força de sua terra. Expoente do afro-jazz produzido hoje no Senegal, o grupo transita entre elementos da música africana e do jazz norte-americano, com abertura para experimentalismo e improvisações.

Atualmente, está finalizando a gravação de seu primeiro álbum, com a participação do baterista paraibano Victor Ramalho. O baterista realizou uma residência ao longo do mês de outubro deste ano, quando esteve no Senegal para gravação do CD e realizou alguns shows. A interação entre Victor e o Toll Bi vem desde 2011, quando o baterista participou, ao lado do grupo, do Festival de Jazz de Saint-Louis, no Senegal. Além deste, o grupo já participou do Métissons Saint-Louis e aparece regularmente na cena musical de Dakar.