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7 de janeiro de 2015

Polícia Ambiental apreende mais de 1,9 mil animais silvestres



As ações do Batalhão de Policiamento Ambiental da Paraíba resultaram, em 2014, na apreensão de 1.946 animais, entre aves, mamíferos e répteis. O número de aves apreendidas chegou a 446, enquanto mamíferos e répteis somaram 1.500 apreensões. De acordo com o tenente Wellington Aragão, chefe do setor de Planejamento Estratégico da PM Ambiental, a multa para cada ave apreendida é de R$ 500, podendo chegar a R$ 5 mil se o animal estiver em risco de extinção. Ao todo, foram aplicados R$ 239 mil em multas no ano passado.

Wellington Aragão lembra que, além da multa – punição administrativa -, os infratores também podem responder por crime ambiental. “Muitos animais são encontrados em situação de maus-tratos. Nesses casos, os responsáveis podem responder por crime ambiental, cuja punição varia de três meses a um ano de detenção. Além disso, acrescida à multa por criação ilegal de animais silvestres, há também a multa por maus-tratos, que varia de R$ 500 a R$ 3 mil”, explicou.

Ainda de acordo com o balanço, foram resgatados ou capturados 1.409 animais silvestres. As aves lideram o ranking, com 904 resgates ou capturas, acompanhadas por mamíferos, com 259, e répteis, com 246 resgates ou capturas. “As apreensões ocorrem quando há infração ao Código Ambiental. Já os resgates ou capturas são ações que realizamos quando a população entra em contato conosco e solicita a nossa presença para fazermos a captura de um jacaré, por exemplo”, destacou Wellington Aragão.

Segundo o tenente, a retirada de qualquer animal silvestre do seu habitat causa danos difíceis de serem reparados. “Quando uma ave passa três, quatro, cinco anos em uma gaiola, por exemplo, a musculatura do animal sofre um atrofiamento, o que, pelo menos de imediato, o impede de viver na natureza”, explicou. “Esse tempo, de alguma forma, também interfere no hábito do animal”, completou.

O chefe do setor de Planejamento Estratégico do Batalhão Ambiental destaca que, uma vez resgatados, os animais são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado na Mata da Restinga, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa. “Nesse recinto, os animais passam por uma triagem e quarentena, processos nos quais são observados por veterinários e biólogos. Após isso, são reavaliados e, caso estejam prontos a viver na natureza, são soltos”, afirmou, lembrando que outra parceria desse tipo é com o Parque Arruda Câmara, mais conhecido por Bica.

Colaboração – Wellington Aragão ressalta que a população tem sido uma grande parceira da polícia no combate aos crimes ambientais. “Podemos dizer que tem aumentado muito o número de denúncias que chegam até as nossas equipes graças à participação da população. Isso mostra que o trabalho que temos realizado não busca apenas a repressão dos crimes ambientais, mas também a conscientização dos paraibanos”, acrescentou.

Para fazer qualquer denúncia, a comunidade deve entrar em contato com a Polícia Militar pelo telefone 190. “Caso não se trate de denúncia, as pessoas devem ligar para a nossa sede, através do telefone 3218-7222. Por esse número, orientamos a população paraibana nas mais diversas situações, como o que fazer caso encontre um animal silvestre em casa, entre outros assuntos”, finalizou Wellington Aragão.