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Banda de Música da Polícia Militar da Paraíba torna-se oficialmente Patrimônio Imaterial do Estado

terça-feira, 18 de agosto de 2015 - 13:03 - Fotos:  Wagner Varela

A partir desta terça-feira (18), a Banda de Música da Polícia Militar do Estado da Paraíba é oficialmente Patrimônio Imaterial do Estado. Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (18) a sanção do governador Ricardo Coutinho da lei nº 10.449, de 17 de agosto de 2015. O novo patrimônio cultural paraibano é uma das mais antigas bandas de músicas do tipo, com 148 anos de fundação, tendo sido criada no fim do século XIX.

A Banda de Música da Polícia Militar da Paraíba foi fundada em 1887. Em julho último, comemorou a data da primeira apresentação, ocorrida no dia 29 de julho de 1870. Atualmente, é regida pelo maestro e capitão Edson Pequeno. Uma das mais antigas do Brasil, a Banda da PM foi criada pela lei nº 291, de 8 de outubro de 1867, pelo então presidente da Província, José Teixeira de Vasconcelos (Barão de Maurú). As condições materiais de então, entretanto, não permitiram sua total implantação. Somente através da lei nº 387, de 20 de abril de 1870, sancionada pelo presidente da Província, Venâncio José Oliveira Lisboa, a Banda de Música foi organizada e posta em funcionamento com o efetivo de 20 músicos, dirigidos por um mestre e um contramestre.

A primeira apresentação ocorreu com a presença do presidente da Província, dirigido pelo maestro e 1º sargento Jorge Martiniano Lopes de Sampaio, na qual foram utilizados os seguintes instrumentos: bombardão, helicon, bombardino, sax-barítono, piston, trombone, trompas, clarinetes, requinte, flautim, bombo, prato e caixa-tambor.

Durante toda sua trajetória, a Banda de Música da PM esteve presente nas atividades cívicas e sociais mais requintadas da Capital e do interior do Estado, participando de festas nos clubes sociais e familiares, além de manter constante programação de retretas e desfiles.

Músicos conhecidos – Pelos seus quadros, já passaram grandes músicos que alcançaram o reconhecimento público além das fronteiras da Paraíba, como Joaquim Pereira, autor de famosos dobrados, como “Os Flagelados”, composto para recepcionar o efetivo da Corporação no seu retorno da Campanha contra a Revolução Paulista de 1932. Também Severino Araújo, consagrado maestro da Orquestra Tabajara, com atuação musical no Rio de Janeiro; Moacir Santos, saxofonista e tenorista, que exerceu atividades artísticas nos Estados Unidos; João Eduardo, João Artur, Pedro Neves, Camilo Ribeiro, Adauto Ribeiro, José Jenuíno Barbosa, José Neves, Francisco Cabrinha da Silva, Eraldo Gomes de Oliveira, todos de reconhecida competência no âmbito regional e no cenário nacional.

No período de 1925 a 1950, a Banda de Música era dividida em vários grupos musicais, para animar festas carnavalescas dos clubes da Capital e cidades vizinhas. Desde 1912, anualmente, a Banda de Música é convocada para participar da abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado, ocasião em que tem uma marcante atuação.

Nas solenidades de passagem de Governo, compondo o efetivo da Guarda de Honra da Polícia Militar, a Banda de Música é sempre convocada. Marco permanente de incentivo à cultura, a Banda de Música absorve profissionalmente grande parte do contingente artístico-musical do Estado, aprimorando-o e ocasionalmente, projetando-o no cenário nacional.

Formação – Atualmente, o efetivo total de integrantes da Banda de Música da Corporação é de 118 músicos, distribuídos entre as bandas subordinadas ao CPRM (Banda de Música do QCG), com 59 músicos sob o comando do regente geral das Bandas, capitão José Edson Alves Pequeno e o regente de banda, 1º Tenente Antonio Alexandre Maracajá Pires; CPRM-I (Banda de Música do 2º BPM) com 19 músicos sob a regência do 2º tenente Paulo Wanderley de Barros Leite; CPRM-II (Banda de Música do 3º BPM) com 17 músicos sob a regência do 2º tenente Ronaldo Queiroz Xavier e Banda de Música do 6º BPM com 23 músicos sob a regência do 2º tenente Arnaldo Lucena Clemente.