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Baixa no estoque de sangue é crítica e hospital faz apelo à população

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 - 10:46 - Fotos: 
O estoque de sangue do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, está em situação crítica. A agência transfusional do hospital tem se ressentido pela falta de doações de parentes dos pacientes e de doadores externos, quadro que tem se agravado nesse período de verão e férias.

A demanda mensal é de 700 bolsas, mas o hospital só consegue repor através de familiares apenas 120 bolsas. Situação parecida vive o estoque do Hemocentro. Diante disso, as duas instituições se uniram para fazer um apelo à população no sentido de procurar o Hemocentro a fim de doar sangue.

De acordo com a coordenadora da agência transfusional do Trauma, Roseneide Soares Ribeiro, até a tarde da segunda-feira (31), o hospital tinha em estoque apenas 60 bolsas, sendo uma do tipo AB-, 18 bolsas do tipo A+, 18 do tipo O+, 8 bolsas do A-, 8 do O-, 3 do B+, 4 do B- e nenhuma do tipo AB+.

Segundo a coordenadora, o ideal é que o estoque regular/dia tenha 122 bolsas em oferta, sendo 30 bolsas do tipo O, 30 do tipo A+, 10 bolsas do AB, 10 do B+, 10 bolsas do O-, 10 do tipo A-, 6 bolsas do tipo B e seis do tipo AB-. “Hoje temos um déficit/dia de 62 bolsas de sangue”, contabiliza Roseineide.

Em reunião na manhã da última segunda-feira, a diretoria do hospital e os coordenadores decidiram reforçar estratégia para captação de sangue junto aos familiares dos pacientes. “Ao preencher o Boletim de Entrada (BE) das vítimas, os funcionários da recepção geral vão orientar os parentes no sentido de procurarem o Serviço Social a fim de preencherem formulário de doação de sangue”, adiantou o diretor geral da unidade, Edson Neves.

De acordo com o diretor geral do Hospital de Trauma, para cada paciente que entrar no hospital, os funcionários do Serviço Social pedirão a reposição de sangue de cinco pessoas, desde que estes doadores apresentem condições clínicas para a doação, como sorologia para hepatite negativa, HIV, ausência de doença pulmonar ou cardíaca, entre outras.

Roseneide Ribeiro lembrou que quando o Hemocentro está com um estoque bom há o abastecimento normal do hospital, “mas com evasão dos doadores o prejuízo é inevitável”.

Ela destacou que por ser um hospital de emergência, a demanda de sangue é alta no Trauma. Tem casos em que um único paciente recebe até 20 transfusões, o que reforça a dificuldade na reposição. “No último dia 22, por exemplo, duas vítimas deram entrada na unidade, e juntas, num intervalo de uma hora cirurgia, consumiram 20 transfusões de sangue”, relata.