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Autoridades de Segurança Pública aderem à campanha pelo fim da violência contra mulher

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 - 13:54 - Fotos: 

 

Autoridades da segurança pública da Paraíba aderiram nesta quinta-feira (6), dia nacional de mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher, à Campanha Brasileira do Laço Branco.

O objetivo é sensibilizar e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher.  Durante todo o dia, policiais civis e militares, servidores administrativos da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Seds) e gestores da pasta usaram um laço branco, símbolo da campanha pela paz.

O secretário Cláudio Lima foi um dos primeiros a aderir ao movimento. Ele recebeu o adereço das nãos da delegada geral de Polícia Civil, Ivanisa Olímpio. “Toda ação que venha conscientizar a sociedade pelo fim da violência se faz importante. Esperamos que todos os homens alcancem essa sensibilidade e sejam também agentes na luta contra a violência de gênero”, afirmou.

A delegada geral também visitou o Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP) e todos os homens que trabalham no setor aderiram à campanha, colocando o laço branco. “É um gesto simples, mas que nos leva a uma reflexão urgente. Não podemos mais aceitar que, nos dias de hoje, mulheres sejam vítimas de violência ou discriminação só pelo fato de ser mulher. Nesse sentido, o engajamento de homens nessa mobilização contra a violência de gênero é extremamente importante”, declarou.

Vários setores da sociedade civil organizada também realizaram atividades de mobilização durante todo o dia no Estado.

História da mobilização

A campanha do Laço Branco tem abrangência internacional e surgiu no dia 6 de dezembro de 1989, em Montreal, no Canadá, depois de uma tragédia que chocou a sociedade. Marc Lepine tentava entrar na faculdade de engenharia e não conseguiu. Como encontrou várias mulheres em uma sala do curso e tinha uma visão machista da carreira, ele ordenou que os homens saíssem e atirou contra as 14 moças.

Após o ato de terror, os homens saíram às ruas usando laços brancos e fizeram protesto para mostrar que aquela era uma situação isolada e que não concordavam com os assassinatos. No Brasil, a campanha começou em 1997, com a primeira manifestação realizada em São Paulo.