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7 de julho de 2009

Aumenta número de pacientes tratados com equoterapia na capital e em Campina



O secretário estadual da Saúde, José Maria de França, assinou dois convênios na tarde desta terça-feira (7), que vão possibilitar o tratamento através da equoterapia de até 140 pacientes com dificuldades motoras, a maioria crianças com paralisia cerebral, deficiência física e autistas. O acordo prevê a liberação de R$ 191,9 mil para a manutenção das atividades desenvolvidas pela Associação Paraibana de Equoterapia (Aspeq), em João Pessoa, e pelo Centro Elohim de Equoterapia e Hipismo (Ceeq), em Campina Grande.

Gabriel Moreira da Silva, 14 anos, tem paralisia cerebral e é um dos pacientes que se beneficiam com o método terapêutico. “Ele faz o tratamento desde os sete anos de idade e melhorou o controle do tronco. A sensação de sair de uma cadeira de rodas para montar um cavalo é de liberdade, de independência. Em cima do animal de grande porte, ele se sente mais forte, mais livre. Estar em contato com a natureza é muito importante para o tratamento dele”, disse a mãe, Ana Cláudia Moreira.

O método – José Maria de França acompanhou a demonstração de uma sessão de equoterapia na Aspeq, que funciona no Bairro do Altiplano Cabo Branco, na Capital. O trabalho envolve o cavalo, o paciente e uma equipe multidiscipliar, que inclui fisioterapeuta, psicólogo, instrutor de equitação, pedagogo e educador físico.

“O Governo do Estado se sente muito feliz, pois com uma ação tão simples e pouco dinheiro contribui para tanta benfeitoria e garante a continuidade do tratamento dessas crianças, desses jovens. Estou vendo aqui hoje que o retorno é muito grande. Isso me deixa muito satisfeito. Vamos continuar buscando meios de ajudar esse trabalho, estudando até a possibilidade de disponibilizar pessoal”, afirmou.

Portas abertas – A presidente da Aspeq, Eva Maria de Oliveira Silva, agradeceu o empenho da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e disse que com o convênio a entidade terá condições de atender até 40 pacientes, o dobro do que atende atualmente. A presidente do Ceeq, em Campina Grande, Ismênia Pedroza, disse que o centro atende 50 pessoas e a intenção é também dobrar o número do atendimento. “Graças a esse convênio, teremos condições de abrir ainda mais as nossas portas”, afirmou Ismênia.

A presidente da Aspeq, Eva Maria de Oliveira Silva, lembrou que a primeira parceria feita com a SES foi no primeiro Governo Maranhão, que se sensibilizou e reconheceu a importância da terapia. “Estamos renovando esse acordo, com a expectativa de atender o dobro de pacientes. A equoterapia traz muitos benefícios a pacientes com deficiência física e tem eficiência comprovada cientificamente. Isso se explica porque o cavalo é o único animal cuja marcha se assemelha à marcha humana. Um único passo do cavalo transmite três mil impulsos nervosos”, explicou.

Fazendo a diferença – Marta Ramos Martins mora em Sapé e uma vez por semana leva sua filha, Ana Priscila, 4 anos, para fazer equoterapia na Capital. “Ela tem paralisia cerebral. Não anda, porque não tem equilíbrio. Começou o tratamento em dezembro e, apesar de pouco tempo, já sinto a diferença. Estou muito feliz de poder contar com esse serviço”, disse.
Natanael Guedes já tem 19 anos e poderia já ter tido alta da equoterapia. “Mas eu não quero parar. É uma coisa boa”, falou ainda com dificuldade por causa da paralisia cerebral. Luis Walter Ayres, 25, é autista e também beneficiado pelo trabalho da associação. “Se a associação fechar, não temos outro lugar para ir e ele fica sem tratamento. Ainda bem que esse convênio foi assinado”, disse a mãe Berta Lúcia Sousa de Albuquerque.

Indicação – A equoterapia é um tratamento que deve ser feito sob indicação médica por pessoas com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, síndromes neurológicas, autismo, paralisias, deficiências visual e auditiva, déficit de atenção e equilíbrio, hiperatividade, dificuldades de aprendizagem e linguagem, timidez e stress. Cada paciente faz até duas sessões por semana e cada uma dura em média 30 minutos.

Da Assessoria de Imprensa da SES-PB