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Atividades são promovidas em conjunto pelo Programa de Artesanato Paraibano e Sebrae-PB

segunda-feira, 29 de março de 2010 - 15:24 - Fotos: 
O Governo do Estado, através do Programa de Artesanato Paraibano (da Secretaria do Turismo e Desenvolvimento Econômico) e o Sebrae-PB, continua realizando uma série de capacitações destinadas a artesãs em diferentes regiões paraibanas e, na última semana, além da oficina ministrada por Ronaldo Fraga, em Monteiro, foi também promovida outra ação semelhante na cidade de Bananeiras.

A oficina foi ministrada até a última sexta-feira (26), pela mestre artesã e Prêmio Sebrae Top 100, Fátima Bastos, de Goiás, mais conhecida por Fatinha de Olhos d’Água, que repassou para 12 artesãs a técnica de mistura de fibras com a chita na composição de santinhos, bonecos e flores, que serão levadas para o 12º Salão de Artesanato Paraibano, em junho, na cidade de Campina Grande. As peças sugerem personagens, como dançarinos de quadrilhas juninas, santos, cangaceiros, entre outros.

A artesã goiana tem um trabalho reconhecido nacionalmente já tendo conquistado duas edições do Prêmio Top 100 de Artesanato, realizado pelo Sebrae, além do concurso Mais Você, promovido pela apresentadora da TV Globo, Ana Maria Braga, graças ao trabalho que desenvolve com fibras naturais. “Foi gratificante ministrar esta oficina em Bananeiras, porque vim de Goiás e conheci aqui outra identidade cultural, onde não só ensinei como também aprendi com essas artesãs”, disse ela.

A artesã paraibana Marta Helena de Almeida, uma das integrantes do grupo de alunas da oficina, declarou que “o melhor de tudo é que aprendemos a fazer flores com técnica, pois antes fazíamos só na intuição”, explicou ela.

A valorização das fibras da bananeira é um processo muito importante para o artesão paraibano, no sentido de que agrega valor a um produto da terra, no caso na cidade de Bananeiras, onde o vegetal é abundante em fornecer a matéria-prima para o artesanato.
A gestora do Programa de Artesanato Paraibano, Marielza Araújo, explica que “a proposta da oficina é trazer novas possibilidades para o artesanato com fibra da bananeira, pois essa atividade, quando desenvolvida, acaba por gerar trabalho e garantir sustento não só do artesão, mas de toda sua família”.

Goretti Zenaide, da Assessoria de Imprensa do Programa de Artesanato Paraibano