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17 de junho de 2015

Testes com adolescentes e oficina para médicos marcam Dia Nacional da Asma em João Pessoa



Para lembrar o Dia Nacional da Asma, 21 de junho, nesta quinta-feira (18), às 7h, no Colégio Lyceu Paraibano, serão aplicados testes para detectar asma em adolescentes que responderam questionários, anteriormente e, caso seja confirmada a doença, será feito o encaminhamento com todas as orientações de tratamento. Na sexta-feira (19), às 14h, na Associação Médica da Paraíba, terá uma aula e oficina para médicos das Unidades de Saúde da Família (USF), sobre o diagnóstico e tratamento adequado da asma.

“O objetivo é aproveitar o Dia Nacional da Asma para informar à sociedade que, apesar de ser uma doença muito comum, a asma provoca mortes, devendo ser tratada e controlada”, disse a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Gerlane Carvalho. Os eventos serão promovidos pelo Comitê de Controle da Asma e daDoença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC),que integra as Secretarias de Saúde do Estado e do município de João Pessoa, Associação Médica da Paraíba, Sociedades Paraibanas de Pneumologia e Pediatria, Liga Acadêmica de Pneumologia e Unimed.

Os questionários, resultado de estudo do “International Study of Asthma and Allergies in Childhood” (Isaac), criado com o objetivo de detectar asma em adolescentes, foram aplicados para 1.120 estudantes, de 14 a 18 anos, do Lyceu Paraibano, no último dia 11 de junho. Nesta quinta-feira, os questionários serão devolvidos e analisados. Os adolescentes que apresentarem uma propensão para a doença farão o teste pico do fluxo expiratório. Caso a asma seja confirmada, é feita a orientação sobre a doença, o tratamento e o encaminhamento para os serviços de saúde.

“A nossa programação será voltada para esta faixa etária porque é nesta fase onde há um maior número de casos diagnosticados de asma. Há um percentual muito elevado da doença em crianças e adolescentes. A estimativa é que 18% desta população do Brasil têm a doença,” alertou o pneumologista Sebastião Costa, que ministrará uma aula para médicos das USF’s sobre o diagnóstico e tratamento da asma na criança, adolescente e adulto, na sexta-feira (19), às 14h, na Associação Médica da Paraíba, na Capital. Após a aula, haverá uma oficina com os mesmos profissionais sobre o uso devido dos dispositivos inalatórios para o tratamento da asma, com a pneumologista Alenita de Oliveira.

Asma ou bronquite asmática – É uma doença inflamatória crônica (não tem cura) das vias aéreas. O pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável, como se os brônquios dele fossem mais sensíveis e inflamados, reagindo ao menor sinal de irritação.

Se pensarmos em uma pessoa sem a doença, ela sofrerá uma falta de ar quando estiver exposta a grandes irritações, como a fumaça de um incêndio. Diante desse quadro, o organismo da pessoa identifica os agentes irritantes e faz com que a musculatura que existe em volta do brônquio se contraia, fechando o órgão e impedindo que o ar contaminado entre nos pulmões. O mesmo processo acontece com um paciente que tem asma, só que os gatilhos para causar uma irritação nos brônquios são bem menos intensos, como a poeira.

Asma é uma das condições crônicas mais comuns, acometendo cerca de 235 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que, no Brasil, 15% da população sofram com o problema.

Cerca de 75% das internações poderiam ser evitadas e um terço dos pacientes podem ter um ataque fatal, justificando a necessidade de campanhas educativas parta conscientizar a comunidade no que se refere aos sintomas da doença, facilitando o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

Mortes por asma na Paraíba – De 1º de janeiro a 30 de maio de 2015, foram registradas13 mortes; no ano de 2014, 39 e em 2013, foram 47 mortes no Estado.

Tratamento da Asma – O objetivo do tratamento da asma é o controle dos sintomas e a melhora na qualidade de vida. Existem fatores que, frequentemente, são difíceis de identificar e podem influir no desaparecimento dos sintomas, definitivamente ou por longos períodos. Por exemplo: o crescimento do indivíduo, afastamento de fatores desencadeantes pessoais (parar de fumar, por exemplo), ou no ambiente doméstico (evitar mofos e umidade) ou profissional (evitar contato com substâncias irritantes como tintas, vernizes, etc.). Existem fatores genéticos que ainda não são bem conhecidos e que também podem influenciar na evolução da asma.

O tratamento baseia-se em dois tipos de ações: as preventivas, que visam evitar que as crises ocorram – e por isso são as mais importantes – e o tratamento dascrises, que visam controlar os sintomas quando eles ocorrem. As ações preventivas envolvem quase sempre o uso de medicamentos, medidas pessoais e ambientais (evitar mofos, poeira doméstica, poluição, substâncias irritantes, umidade, fumo), combater fatores agravantes (como refluxo gastroesofágico e rinossinusites) e, às vezes, vacinas dessensibilizantes.

No tratamento de crises, quanto mais precoce o uso de medicamentos, melhor será a resposta. Algumas vezes é necessário que o paciente procure um atendimento de urgência.