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Atividades especiais marcam programação do Dia Estadual de Combate ao Tabagismo

quinta-feira, 14 de março de 2013 - 12:06 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) deu continuidade, nesta quinta-feira (14), às ações do Dia Estadual de Combate ao Tabagismo, comemorado nesta sexta-feira (15). As atividades incluíram uma palestra no auditório do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sobre o Controle dos Produtos Derivados do Tabaco, com o chefe do Laboratório de Controle de Tabaco da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), André Luiz da Silva.

Imagens de advertência sobre os malefícios do tabaco; proibições do uso de aditivos, a exemplo de cigarros com sabores, o que atraem, principalmente, crianças e adolescentes; das campanhas publicitárias na mídia; de venda pela internet e estabelecimento dos registros das marcas para coibir o mercado ilegal. Essas são algumas das formas de controle dos produtos derivados do tabaco, apresentadas por André Luiz. Ele lembrou ainda que o sucesso do trabalho só vai ser alcançado com a participação da comunidade. “O melhor fiscal que existe é a população”, disse, lembrando que os canais de comunicação são o site (www.anvisa.gov.br); ouvidoria@anvisa.gov.br e 0800-642-9782.

Para André Luiz campanhas como esta, realizada pela Secretaria de Estado da Saúde, funcionam muito se forem associadas a outras ações, como a fiscalização e a oferta de tratamento gratuito, como acontecem aqui na Paraíba. “Dessa forma, as campanhas funcionam como catalisadores no combate ao cigarro”, concluiu.

Nesta sexta-feira (15), a partir das 8h30, serão realizadas várias ações no estacionamento do CCHLA, como o teste de Fagerstron, que avalia o grau de dependência à nicotina; teste de espirometria, que mede a capacidade pulmonar; teste de monoximetria, que mede a concentração de monóxido de carbono no pulmão; teste de glicemia; verificação de pressão arterial; orientações sobre atividades físicas; orientação nutricional voltada ao fumante e ex-fumante, além de orientações sobre álcool e drogas (por representante do Caps AD III), sobre Centros de Tratamento do Fumante e sobre Vigilância Sanitária.

As atividades estão a cargo do Núcleo de Doenças e Agravos não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), Associação Médica da Paraíba, Sociedade Paraibana de Cardiologia, Sociedade Paraibana de Pneumologia, Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, UFPB, Geap, Funasa, Afrafep, Cassi, Unimed e Caps AD III.

Segundo a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos não Transmissíveis da SES, Gerlane Carvalho, todas estas ações estão ocorrendo na UFPB porque a instituição está implantando um setor de tratamento de fumante para o servidor e, por meio de uma parceria com as Secretarias de Saúde do Estado e de João Pessoa, no mês de abril, haverá uma capacitação da equipe (médicos, psicólogos, enfermeiros, etc), que trabalha com os fumantes na universidade.

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema de saúde pública global, e se constitui na segunda maior causa de mortes no mundo. Dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o número total de mortes provocadas pelo uso do fumo já atingiu cinco milhões anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.

Dados – De acordo com o Inca, na Paraíba há 511.480 fumantes e mais de 99 mil deles (19,49% do total) estão em João Pessoa. Em todo o Estado, mais de 2,5 mil pessoas morrem por ano em decorrência do uso do cigarro. O tabagismo é um dos fatores de risco mais fortes para o aparecimento de câncer na população paraibana e a segunda causa de morte. De 2001 até agora, o câncer foi responsável por mais de 25.200 mortes na Paraíba.

De acordo com dados do Núcleo de Doenças e Agravos não Transmissíveis da SES, 34 municípios da Paraíba já contam com Centros de Tratamento do Fumante em funcionamento. “Só no ano passado, 2.094 pacientes foram atendidos nesses centros, e 624 deixaram de fumar. O baixo índice de pacientes que deixaram de fumar é devido ao fato de que muitos abandonam o tratamento”, observa a coordenadora do Núcleo, Gerlane Carvalho.

Tratamento – O tratamento para parar de fumar é totalmente gratuito pelo SUS e nem todos os fumantes precisam fazer uso de medicamentos para acabar com o vício. “Alguns param de fumar só com acompanhamento psicológico. Depende do grau de dependência da nicotina, que é avaliado pelo médico. Os pacientes que têm um grau de dependência maior precisam da medicação”, esclareceu Gerlane.

Os hospitais de referência no Estado no combate aos tipos de câncer relacionados ao uso do tabaco – pulmão, esôfago e laringe – são o Napoleão Laureano, Oncoclínica e Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa, e Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (Fap) e Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande.