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3 de junho de 2009

Atendimento no Cedmex agrada usuários de medicamentos excepcionais



Everaldo Peixoto de Vasconcelos, 83 anos, servidor público aposentado, residente no bairro do Geisel, na Capital, é portador de hemocromatose e um dos 38,8 mil pacientes cadastrados no Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcionais (Cedmex), mantido pelo Estado. “O atendimento melhorou muito. Agora, a medicação está sempre em ordem e a gente não precisa mais ficar ligando para saber se já chegou. Antes, eu chegava aqui e não tinha nem lugar para sentar. Agora já tem cadeira, tem um pessoal para atender o povo, até água e cafezinho”, avaliou.

A doença de Seu Everaldo provoca excesso de ferro no organismo, e, desde o inicio deste ano, ele precisa tomar, semanalmente, três injeções de Hemax (40.000 UI) para combater o mal e continuar tendo uma vida normal. A regularização do estoque de medicamentos e a melhoria do atendimento foi uma das primeiras determinações do secretário José Maria de França, ao assumir a gestão da Secretária de Estado da Saúde, em fevereiro.

“A medicação é cara e o Estado estava negando o direito a quem mais precisava dele, que são doentes crônicos e transplantados, que dependiam do remédio para viver e não podiam pagar por ele”, disse o secretário.

A dona-de-casa Severina Ferreira do Nascimento, 64, residente em Tambaí, no município de Bayeux, é uma dessas pessoas que dependem do programa. Ela descobriu que tem Mal de Parkinson há três anos e que precisa tomar regularmente a medicação Levodopa 200mg e que enfrentou dificuldades para conseguir o remédio. “Agora melhorou muito. A gente chega e já está tudo em ordem. O remédio também não falta e isso é muito bom”, disse. 

A aposentada Augusta Maria dos Santos, 62, que mora em Manaíra, na Capital, é portadora de hapatite C e precisa tomar semanalmente o Interferon Alpha, para tratar da inflamação no fígado causada pelo vírus. “Tive dificuldade no começo. Até recorri à Justiça para receber a medicação. De um tempo para cá não tive mais problema e, se Deus quiser, vou continuar o tratamento sem interromper”, disse.

Estoque e descentralização - O estoque é composto por 223 medicações e chegou a contar apenas com 30% do que deveria, no governo passado, transformando um direito do cidadão em “caso de justiça”. A coordenadora do Cedmex, Roberlandia Soares Freire, disse que o órgão está passando por reforma de sua estrutura física e descentralizou o atendimento para as doze regionais de saúde, criando em cada uma delas um setor específico para o programa, com farmacêutico, médico auditor, assistente social, psicólogo e pessoal de apoio.

“O secretário José Maria de França determinou e criamos núcleos do programa nas regionais. A proposta é que os pacientes do interior não precisem mais se deslocar para João Pessoa ou Campina Grande. Agora, o usuário do programa será atendido na sua própria região”, explicou.
 
A coordenadora revelou que a atual gestão humanizou o atendimento no Cedmex, implantando equipes de facilitadores para ajudar à população usuária, melhorou a higienização, adquiriu bebedouros, melhorou os arquivos do programa e está reformando o prédio-sede do órgão, localizado na Rua Capitão José Pessoa, em Jaguaribe.

Roberlandia Soares Freire revelou que os próximos passos serão informatizar o setor, que hoje é um arquivo de documentos de papel; criar serviços de referência para as patologias mais complexas e disponibilizar atendimento preferencial para os idosos. “Encontramos o serviço com graves problemas, desde a parte de infra-estrutura, acolhimento e humanização até a falta do próprio medicamento. Estamos mudando por completo a realidade do Cedmex e já podemos comemorar alguns avanços, porém ainda tem muita coisa que precisa ser melhorada”, observa.   

 
Assessoria de Comunicação da SES-PB