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Atendimento de pacientes no Trauma de João Pessoa segue Protocolo de Classificação de Risco

terça-feira, 17 de janeiro de 2017 - 16:47 - Fotos: 

“Era fim de tarde e eu estava indo para a casa da minha namorada quando fiz uma curva e não vi o ônibus se aproximando, bati de frente com ele e a moto que pilotava ficou destruída. Dei entrada no complexo hospitalar como paciente politraumatizado, considerado grave. Passei por vários procedimentos cirúrgicos, ficando interno na UTI e depois em enfermaria. Durante o período de internação, tive total assistência dos profissionais. Devo minha vida a Deus e a existência da instituição.”

Esse é o relato de Alex Bruno da Silva, 27 anos, agricultor e morador de Pedras de Fogo. Ele deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, da Capital, no dia 27 de agosto de 2016, como mais uma das muitas vítimas de acidentes de moto. O caso relatado faz parte da rotina do hospital, criado para prestar assistência com ênfase em alta complexidade e ortotraumatologia. Porém, por falta de informação, as pessoas procuram a unidade por motivos que fogem totalmente da finalidade para a qual foi criada, qual seja, oferecer soluções e excelência na prestação da assistência emergencial, conforme os preceitos do Sistema Único de Saúde (SUS).

As pessoas trazidas para o Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena dão entrada pelo acolhimento, recebendo pulseira de classificação. A equipe multidisciplinar é composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e psicólogos. O serviço funciona 24 horas, seguindo o Protocolo de Classificação de Risco, ou seja, é realizado de acordo com a gravidade do caso, conforme os princípios da Política Nacional de Humanização (PNH), que tem como parâmetro o modelo de Protocolo de Manchester, de referência internacional, adotado em 18 países, e preconizado pelo Ministério da Saúde. É importante salientar que, em todos os casos, é obrigatória a regulação antecipada dos pacientes que dão entra no serviço.

A diretora geral do Hospital de Trauma, Sabrina Bernardes, falou sobre os procedimentos: “A emergência é a alma do hospital e os esforços são renovados diariamente para o seu bom funcionamento, buscando o melhor para a população que necessita dos nossos serviços, praticando agilidade no atendimento, com compromisso com a saúde pública, e uma assistência humanitária e eficiente, respeitando os princípios da responsabilidade da ética, sempre visando qualidade.

Primeiro Atendimento Médico - É feito pelo clínico geral, cirurgião geral ou ortopedista e, se necessário, os pacientes passam por novas avaliações de especialistas de outras áreas como Neurologia, Otorrinolaringologia e Oftalmologia. Dependendo do caso, são submetidos a exames de Raio X, Ultrassonografia ou Tomografia. Depois do resultado, recebem medicação, podendo ficar em observação, internados ou receberem alta, conforme a conduta médica e a complexidade do quadro.

Com exceção das emergências com risco de morte, como acidentes, choques ou insuficiência respiratória, por exemplo, encaminhados de imediato para a Área Vermelha, todos os pacientes trazidos para a instituiçãorecebem uma pulseira com código de barras após serem avaliados pela equipe de classificação de risco e direcionados para a Recepção Principal, desde que estejam dentro do perfil da unidade de saúde.

Perfil - O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena atende casos de urgência e emergência, contudo, muitos procuram a instituição para atendimentos clínicos, não levando em consideração o tipo de assistência prestada pela unidade de saúde, voltado para situações de média e alta complexidade, a exemplo de vítimas de trauma (acidentes e desastres), violência, queimadura, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e hemorragias digestivas.