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17 de junho de 2016

Assentados podem se tornar empreendedores com recursos do PB Rural Sustentável



Agricultores familiares do Assentamento Margarida Maria Alves em Pombal produzem por mês mais de 12 mil litros de leite bovino com cenário favorável para a comercialização local dos subprodutos como os queijos de coalho e de manteiga. Esse tipo de subprojeto poderá se tornar uma das 170 Alianças Produtivas que serão financiadas com recursos do PB Rural Sustentável a ser implementado a partir deste ano pelo Governo do Estado, por meio do Cooperar, em parceria com o Banco Mundial. A viabilidade econômica do grupo foi apresentada durante reunião na manhã desta sexta-feira (17), na sede do Cooperar.

O diagnóstico fruto de uma pesquisa in loco feita pelo Centro de Educação Integral Margarida Pereira da Silva (Cemar), organização não governamental que presta assessoramento técnico aos agricultores do município de Pombal, entrevistou 25 famílias da comunidade rural e chegou à conclusão que 19 delas já produzem esses tipos de queijo e ainda tem 39 empreendedores no ramo. Eles também contam com mercado comprador favorável para esse tipo de negócio.

Os dados levantados pela ONG foram sistematizados e entregues à equipe técnica do Cooperar numa reunião coordenada pelo secretário executivo da instituição governamental, Roberto Vital, que ainda contou com a presença de integrantes da Rede Ser Tão Paraibano/a, na qual o Cemar faz parte.

Durante o encontro de trabalho foi apresentado o perfil da rede, criada há sete anos com o envolvimento coletivo de organizações da sociedade civil no enfrentamento das problemáticas de geração de trabalho e renda da população e grupos socialmente vulneráveis da Paraíba. Por mês, a rede atende em média 600 pessoas.

Ainda nas discussões, foi levantada a possibilidade da Rede Ser Tão Paraibano/a se tornar uma instituição parceira na execução do PB Rural Sustentável com o objetivo de alcançar o seu público-alvo, que são os agricultores familiares das comunidades rurais da Paraíba.

Para a educadora do Cemar, Jucele de Sousa Almeida, o PB Rural Sustentável vem fortalecer os arranjos produtivos já existentes e fomentar o empreendedorismo rural no Estado. “Na nossa região, por exemplo, temos grupos organizados na produção de artesanato, produtos alimentícios e costura que poderão também receber investimentos nos projetos pleiteados nesta nova ação do governo por meio do Cooperar”, lembrou.

Para o coordenador da Rede Ser Tão Paraibano/a e representante no Brasil da Associação de Solidariedade Internacional, uma ONG denominada Essor, Frederic Barbotin, a reunião foi extremamente positiva e poderá aproximar as comunidades mais afetadas que são socialmente vulneráveis para acessar às políticas públicas do Cooperar a fim de fortalecer à cidadania dessas pessoas.