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8 de agosto de 2011

Artistas paraibanos serão premiados no Salão Nordeste de Arte Popular



Os artistas paraibanos Fábio Smith e Leila Lima serão premiados por sua participação no Salão Nordeste de Arte Popular Chico Santeiro, que começa nesta quinta-feira (11) e segue até 4 de setembro, em Natal (RN).

Ambos produzem esculturas em cerâmica que representam folguedos populares, cenas do cotidiano e expoentes da cultura nordestina como Jackson do Pandeiro e Zabé da Loca. As obras ficarão expostas junto com trabalhos de outros 28 artistas nordestinos selecionados para a exposição. Os artistas são ligados ao Programa de Artesanato da Paraíba, que é desenvolvido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Setde).

O artista Fábio Smith, que tem vários prêmios e mais de 20 exposições em seu currículo, vai expor os trabalhos “Uma banda cabaçal”, que homenageia Zabé da Loca, “Reisado de Meste Gasosa” e “Boi Bumbá”. Já Leila Lima, que trabalha com cerâmica há cinco anos, deverá expor as peças “Família Nordestina” e “Casados”.

O Salão Nordeste de Arte Popular Chico Santeiro selecionou 30 trabalhos expressivos produzidos em desenho, pintura, gravura, escultura e talha. Ao todo, 130 peças foram inscritas entre maio e julho para participar da seleção.

“É muito importante ver a Paraíba bem representada neste Salão que reverencia a arte popular e a cultura nordestina”, destaca a gestora do Programa de Artesanato da Paraíba, Ladjane Barbosa.

Para Leila Lima, que se considera ainda iniciante na arte da cerâmica, o evento será uma oportunidade de divulgação do seu trabalho. “Esta é a minha segunda exposição e eu estou até surpresa com este reconhecimento tão rápido”, destaca a artista, que também teve menção honrosa na 12ª Fenearte, realizada em Pernambuco, no mês passado.

Já o artista Fábio Smith enfatiza que, além da satisfação de ser premiado no Salão, participar da seleção contribuiu para o aperfeiçoamento da sua arte. “É muito importante para a gente agregar um prêmio no currículo. Isto eleva a autoestima e a vontade de trabalhar, mas a maior vantagem com certeza é ter o trabalho avaliado por pessoas altamente qualificadas”, destacou o artista, que também foi premiado na Fenearte.

Nos anos de 2006, 2008 e 2010, Smith foi premiado no Salão Nacional de Cerâmica, em Curitiba. Em 2006, a peça “Dança de Coco de Roda” recebeu menção honrosa do Salão. Em 2008 e 2010, também foram premiadas as esculturas “Poeta de Feira” e “Amores de Jackson”, ambas em homenagem a Jackson do Pandeiro. Todas estas obras possuem uma característica marcante do artista, que é a dança.

“As minhas peças possuem movimento. Eu procuro enaltecer a riqueza do folclore nordestino, principalmente, da Paraíba. Passei a minha infância na praia do Poço, que na época era uma vila de pescadores, e as manifestações que estão nas minhas obras existiam aqui como o Boi Bumbá, a Nau Catarineta e a dança do Coco de Roda. Tudo isso me influenciou muito”, afirma.