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9 de julho de 2012

Artesãos paraibanos esperam realizar R$ 150 mil em vendas na Feneart



feneart em recife foto joao francisco secom pb (1)Entre os cinco mil expositores da 13ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Feneart) estão 18 artesãos paraibanos que têm a expectativa de realizar R$ 150 mil em vendas no evento, o maior do setor na América Latina, que se realiza até o dia 15 deste mês numa área de 29 mil metros quadrados do Centro de Convenções de Pernambuco. A feira foi aberta na tarde da sexta-feira (6).

A Paraíba está presente no evento com dois estandes: um patrocinado pelo Governo do Estado em parceria com o Sebrae, e o segundo cedido pelo Governo Federal. Neste evento, o artesão paraibano Fábio Smith teve sua arte de cerâmica intitulada Jack Soul Brasileiro – representando o ícone paraibano Jackson do Pandeiro – selecionada para concorrer como melhor peça da exposição do Salão de Arte Popular. “Participamos da Fenearte desde 2003 e ao longo desses anos ganhamos vários prêmios. Esperamos levar este também”, disse Ladjane Barbosa, gestora do Programa de Artesanato da Paraíba (PAP).

Artesãos independentes – Além dos dois estandes ocupados pelo PAP, a Paraíba está representada por artesãos independentes. Eles começaram no Programa, fizerem sua carreira no artesanato e hoje têm a oportunidade de adquirir um estande somente para suas peças num evento desse porte. Um deles é Roberto Hollanda, paraibano de Campina Grande, que trabalha primordialmente com cerâmica, mais ainda adorna suas peças com fibra, couro de peixe e de bode, resinas, folhas, entre outros materiais.

O trabalho atual de Hollanda se desenvolveu especialmente depois de seu mestrado. Hoje ele produz peças buscando representar três etnias marcantes na história brasileira: a negra, com a cor da cerâmica; a européia, representada pelos traços finos no rosto; e a indígena, mostrada com as vestimentas. Ele representou o Brasil na última feira de artesanato de Xangai, e já representou o país em feiras de artesanato na Alemanha, Espanha, França e Estados Unidos.

Outra expositora com estande independente na Fenearte é a paraibana de João Pessoa Virgínia Helena Maia, que trabalha com tecelagem manual e potencializa suas peças – como redes, capas de almofadas, colchas – com bordado, crochê, macramê e tricô.

Tipologias - Nesta Fenearte, o PAP está expondo as tipologias brinquedo, cerâmica, ferro, madeira, osso, renda feneart em recife foto joao francisco secom pb (5)labirinto e tecelagem. Num dos estandes, a artesã Tê Cavalcanti, que trabalha com cerâmica e expressa seu trabalho representando figuras femininas no barro, expunha uma réplica da peça intitulada “Fofinha Rastafári”, que em 2010 obteve primeiro lugar no Museu Alfredo Andersen – Salão Nacional de Cerâmica, em Curitiba.

Na feira, convergem artesãos de todos os municípios de Pernambuco e Estados brasileiros e, ainda, de 40 países, com estreia da Áustria, Camboja, Catar, Congo, Líbia e Turcomenistão. Entre tantas diversidades, há uma característica onde a Paraíba hoje é única: produção e exposição da tipologia brinquedo popular, categoria e costume que estão morrendo e que são representativos da cultura popular nordestina, como peteca, cavalinho, peão, etc. “É algo que só existe na Paraíba e que está morrendo. Pensamos em difundir a prática, disseminar o conhecimento para que a produção não se acabe”, relatou a gestora do PAP, Ladjane Barbosa.

Janete Costa – Na Feneart há também o “Espaço Interferência Janete Costa”, comemorando os 80 anos de nascimento da artista, expondo peças de artesãos paraibanos. Janete Costa, falecida em 2008, foi uma arquiteta pernambucana que desenvolveu uma carreira marcada por grandes contribuições nos campos da arquitetura de interiores, design expositivo, design de produtos e divulgação da arte popular e do artesanato brasileiros. Ela foi curadora do artesanato na Paraíba. A Casa do Artesão,em João Pessoa, foi nomeada Casa do Artesão Janete Costa.