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25 de junho de 2009

Após três anos, Paraíba realiza sétimo transplante de coração com sucesso



A Central de Transplantes da Paraíba viabilizou o sétimo transplante de coração no Estado, na terça-feira (23). A cirurgia não era realizada no Estado desde março de 2006, há mais de três anos. O procedimento aconteceu no Hospital da Unimed, em João Pessoa, único no Estado credenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a realização de transplantes do coração. Até esta quinta-feira (25), o paciente estava internado na Unidade de Terapia Intensiva e apresentava um quadro estável. A cirurgia durou 11 horas.

O receptor tem 52 anos de idade, é natural de Erechim, no Rio Grande do Sul, mas mora no Bairro de Tambiá, em João Pessoa. Ele sofria de miocardiopatia grave e estava na lista de espera da Paraíba desde janeiro deste ano. O doador, Alderlan de Lima Leite, 23 anos, morava no município paraibano de Itapororoca e teve morte encefálica dois dias após sofrer um acidente de moto.

“Estamos muito orgulhosos de ter salvado uma vida. Perdemos uma pessoa muito querida, mas tivemos a chance de ajudar outra família, que vai começar uma nova vida. Agora, o nosso desejo é conhecer a pessoa que recebeu o coração de Alderlan”, disse Alexandre Lima, irmão do paciente.

Morte encefálica – Alderlan, que era casado e tinha dois filhos, deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, na segunda-feira (22) pela manhã em estado grave. Após dois exames clínicos, foi confirmada a morte encefálica na terça-feira à tarde (23). Transferido para o Hospital da Unimed, lá veio a confirmação gráfica da morte encefálica e a captação do órgão. “Isso possibilitou a agilidade no processo de captação e implante do coração no receptor, garantindo a qualidade do transplante”, disse Gyanna Lys Montenegro, diretora da Central de Transplantes da Paraíba.

Segundo ela, nos últimos três anos não eram realizados transplantes de coração no Estado. “O transplante de coração depende da compatibilidade sanguínea e anatômica do órgão entre doador e receptor. Às vezes, o doador tem o mesmo tipo sanguíneo do receptor, mas o tamanho do coração não é o mesmo, o que impede a cirurgia. Há também os casos em que a família doa outros órgãos, mas não permite a retirada do coração, por achar que o órgão está ligado aos sentimentos da pessoa”, disse Gyanna.

Diagnóstico – Desde maio deste ano, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) está disponibilizando o serviço de diagnóstico de morte encefálica para os hospitais públicos e privados de João Pessoa, através de exames clínicos (realizados por neurologistas clínicos) e do eletroencefalograma. “Os hospitais que necessitarem do serviço podem entrar em contato com a Central de Transplantes através dos telefones 3244-6192 ou 9981-1085. Inicialmente, estamos atendendo os hospitais de João Pessoa, mas o objetivo é atender também os hospitais de Campina Grande”, afirmou Gyanna.

Atualmente, existem três pessoas à espera de um coração na lista da Central de Transplantes da Paraíba. Dez aguardam um transplante de fígado, 380 um de rim e 51 aguardam um de córnea.

Assessoria de Comunicação da SES/PB