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Ao som de Lenine: Fenart chega ao último dia

segunda-feira, 31 de maio de 2010 - 09:02 - Fotos: 
Ao som do último trabalho de Lenine, “Labiata”, chegou ao fim o 13º Festival Nacional de Arte (Fenart) na noite deste sábado, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa (PB).

Promovido pelo Governo do Estado, através da Fundação Espaço Cultural da Paraiba (Funesc), a maratona de arte, cultura durou sete dias e apresentou mais de 160 atrações entre música, cultura popular, teatro, dança, cinema, artes visuais, literatura, palestras e workshops.

Para coroar o evento, Lenine subiu ao Palco 1 da Praça do Povo do espaço Cultural José Lins do Rego disposto a fazer o público cantar junto canções como ‘Marco Marciano’, ‘Último pôr do sol’ e ‘Martelo Bigorna’ estiveram presentes. A mescla complexa da música eletrônica e regional aliada ao universo da linguagem pop criou um estilo próprio e faz de Lenine uma exceção à regra do show business brasileiro.

Numa trajetória de 30 anos, ele selecionou para o público do Fenart canções como ‘Candeeiro encantado’, ‘A ponte’ e’ Jack Soul Brasileiro’. No bis, acompanhou o público cantando um de seus maiores sucessos, “Hoje eu quero sair só” e encerrou a apresentação ao som de “Leão do Norte”.

Antes de Lenine, subiu ao palco Beto Brito, o rabequeiro radicado na Paraíba que produz música de raiz com sotaque contemporâneo. E quem encerrou a noite foi a banda paraibana Cabruêra. Recém-chegada de um festival em Liverpool, na Inglaterra, a banda mostrou o show do disco “Visagem”, lançado em fevereiro deste ano.

Violonista Diego Figueiredo surpreende o público no Bangüê

Mais cedo, no Bangüê, o violonista Diego Figueiredo surpreendeu o público com um show de virtuosismo. Com o "Diego Figueiredo Trio", que é formado por ele, o baixista Eduardo Machado, e o baterista Marcos Sabino, apresentou músicas do seu último CD, "Vivência", lançado em 2009 pela gravadora Biscoito Fino, e também sucessos como "Samba de uma nota só", de Tom Jobim, e "Sampa", de Caetano Veloso.

A apresentação de Diego, que contou com a presença ilustre da cantora Glória Gadelha na platéia, começou por volta das 19h30 no Cine Banguê e durou uma hora e meia. O ápice foi quando o músico tocou "Carinhoso", de Pixinguinha, pedindo para que a público cantasse a música.

Em entrevista, o artista contou que havia acabado de voltar de Nova York, onde estava gravando um CD com a cantora francesa Cyrille Aime. Os dois foram ganhadores do prêmio de Montreau em 2007, ele na categoria guitarrista, e ela na categoria vocalista. O CD gravado pelos dois irá se chamar "Just two of us" e deverá ser lançado no Japão no mês de julho.

"Pretendo também lançar o CD ‘Vivências 2’ e tenho um disco de choro guardado, estou aguardando uma oportunidade para lançá-lo, mas quero que seja ainda esse ano. Além disso vou gravar um DVD em outubro e já está quase certa a participação de George Benson nele." revelou o músico, que tem um total de 12 CDs e três DVDs gravados.

Sobre a experiência de tocar em João Pessoa Diego explicou que já conhecia a cidade, pois já tinha vindo anteriormente por três ou quatro vezes acompanhando o músico Belchior, com quem tocava.

Mesa reúne jornalistas e Zuenir Ventura autografa livro
Zuenir Ventura, Marcela Sitônio, Jô Mazarollo e Gonzaga Rodrigues, mediados pelo professor Hildeberto Barbosa, conversaram sobre os problemas, os erros e acertos do jornalismo nos primeiros 10 anos da dita pós-modernidade.

Logo no início do debate, Hildeberto levou um trecho da apresentação de ‘1968: O Ano Que Não Terminou’ em o escritor Hélio Peregrino é citado. Zuenir se emocionou ao lembrar do amigo que o encorajou a terminar o livro e iria fazer o prefacio, mas morreu sem escrevê-lo.

Quem também se emocionou foi o veterano cronista paraibano Gonzaga Rodrigues, que também teve um trecho de seu livro lido pelo frofessor Hildeberto.

Zuenir defendeu o uso racional das tecnologias: “Devemos usá-las e não ser usado por elas”, advertiu. E aconselhou os estudantes presentes a não se deixarem deslumbrar por esse universo hi-tec.

Alunos e professores de Comunicação marcaram presença, além dos tradicionais curiosos do jornalismo. Foram abordadas as questões do tempo nas redações e das aflições causadas pelo imediatismo; do benefício que hoje a comunicação interativa trouxe, com a sociedade ‘em rede’ (já que antes sequer havia telefones celulares).

Foram discutidas, ainda, as questões sobre o diploma; a reformulação do curso de Jornalismo e sobre a revolução do lead, idéia que veio dos EUA depois da II Guerra (antes disso o jornalismo era mais subjetivo).

O ápice da discussão foram as histórias de bastidores sobre as inquietações próprias da profissão. Segundo Jô Mazarollo, um jornalista não deve perder a inquietude. E ilustrou a pauta lembrando Caco Barcellos, com que trabalhou na Rede Globo, sobre seu entusiasmo com a notícia.

Após o debate, Zuenir desceu a Praça do Povo, onde autografou o recém-lançado “Sobre o Tempo” (Editora Agir), fruto de um papo sobre a vida entre ele, o amigo e também escritor Luís Fernando Veríssimo e o jornalista Arthur Dapieve.

Estandes de HQs levam desenhistas renomados ao Fenart

Um grupo de artistas de histórias em quadrinhos passou pelo 13º Fenart. O Rascunho Studio de Artes Visuais trouxe Emir Ribeiro, o nome por trás da heroína Velta, além do desenhista da revista “Daughters of Merlin”, Edi Guedes; a desenhista e colorista de mangá, Lívia Pereira; o desenhista da revista “Penny for Your Soul”, J.B. Neto; e a desenhista de cartoon e mangá, Naara Andrade.
 

Já o grupo Made in PB trouxe os artistas Jack Herbert, Izaac Brito, Franciélio Alves e o famoso Mike Deodato Jr., desenhista da grande editora americana de quadrinhos Marvel Comics, por onde ilustrou personagens famosos como Homem-Aranha e X-men.

Todos eles fizeram desenhos autografados para o público presente na Praça do Povo, por volta das 19h. Os desenhistas ficaram produzindo ilustrações com dedicatórias por cerca de uma hora.

Gesto, do Rio, faz dobradinha com peça infantil e adulta

 
O grupo de teatro carioca Companhia do Gesto apresentou no sábado duas peças na programação do 13º Fenart. O espetáculo infantil "Maria Eugênia" trabalha sem falas, contando a história de dois amigos que modificam seu cotidiano reaproveitando lixo. A peça tem direção de Luís Igreja e foi apresentada à tarde no Teatro Paulo Pontes.

O espetáculo "A margem", da mesma companhia, também foi apresentado no Paulo Pontes, só que às 20h. "A margem" também tem direção de Luís Igreja, e é como uma versão para adultos de "Maria Eugênia". A peça também não tem falas e também conta a história de dois moradores de rua.

Mas essas não foram as únicas atrações de teatro nesse sábado. Às 18h houve apresentação do Projeto Ensaio com a peça "Incelença", da Companhia do Rosário, no Auditório Zé da Luz.

Assessoria de Imprensa da Funesc