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Antônio Nóbrega, grafite, literatura, teatro e dança marcam último dia

domingo, 2 de setembro de 2012 - 09:48 - Fotos: 

O 13º Festival de Artes de Areia se encerra neste domingo (2) com apresentação das oficinas de babau e ventríloquo, último dia do Salão do Artesanato Paraibano e exposições de artistas de Areia, artes plásticas e produtos da Vivência de Artes Plásticas e Oficina Infantil.

A última noite do 13 º Festival de Artes de Areia terminou em grande estilo ao som do multinstrumentalista, cantor e compositor Antônio Nóbrega, que trouxe no repertório além das canções dos 15 anos de carreira, sons que foram de Luiz Gonzaga a outros grandes sucessos do forró, baião e música nordestina. O Festival, que termina neste domingo (2), com apresentação das oficinas de Babau e Ventríloquo, e exposições do Programa do Artesanato Paraibano e de artes plásticas, já deixa saudades nos moradores e turistas que participaram do evento.

Além de fomentar a cultura, o Festival de Artes mudou a rotina da bela e pacata cidade do Brejo Paraibano. Durante toda semana hotéis, pousadas e hospedagens alternativas da cidade estiveram com ocupação esgotada. O evento, que trouxe turistas do mundo inteiro, também aqueceu a economia local. A empresária Raimunda Felix, dona da churrascaria Vila Real, disse que esse ano o evento está maior e bem mais estruturado. “Este ano está bem movimentado. Com relação ao ano passado, nosso público triplicou. Ficamos muito felizes e agradecidos ao Governo do Estado em trazer o Festival mais uma vez a Areia”, afirmou a sorridente Raimunda.

Durante seis dias mais de 100 atrações, das mais diferentes esferas artísticas, circularam pelo festival, através de oficinas, vivências artísticas, mostra de audiovisual, apresentações de cultura popular, teatro, circo música, dança, balé, cordel, grafite, shows, entre outros.

Este ano o festival trouxe o tema “Eu, Você e os Outros”, em homenagem ao centenário da única obra do escritor paraibano Augusto dos Anjos, “Eu”. Para reforçar a temática, todos os locais de programação do Festival de Areia foram identificados pelos títulos das poesias da obra do escritor.

E para homenagear ainda mais Augusto dos Anjos o festival trouxe debates sobre o universo poético e literatura. Saraus, poesias, releituras da obra do paraibano aconteciam em todas as partes. A cidade praticamente fez uma viagem ao tempo, respirou cultura e prestou justas homenagens a obra do poeta brasileiro pré-modernista que viveu de 1884 a 1914.

Para o secretário de Estado da Cultura, Chico César, o festival tinha como principal objetivo resgatar a “poeticidade”. “O Festival está consolidado. Ter retomado no ano passado mostrou que estávamos no caminho certo. Ao mesmo tempo que é multicultural, intelectual e serve para reflexão é divertido, festivo, festeiro”, comemorou Chico César.

O Festival de Artes de Areia renasceu tentando resgatar a herança cultural de Areia, a cidade que foi considerada no inicio do século XX ‘exultante e vanguardista’.

Para Chico César, além de toda carga literária o Festival levou cultura de qualidade à população e proporcionou espaço aos artistas que estão fora do mercado “A concepção do Festival de Artes de Areia é, não só, trazer artistas consagrados, mas sim, jogar a luz àqueles que estão fora da mídia tradicional”, afirmou o secretário.

Trabalho antes, durante e depois – A gerente de dança da Secult, Bia Cagliani, que trabalha na preparação do festival há mais de um mês, fez um balanço positivo das oficinas e apresentações de dança. “Achei interessantes as oficinas em espaços alternativos. Gostei também da ideia de que as oficinas acontecessem antes das apresentações musicais, pois assim podemos sentir o público”, disse.

A organização do Festival estima que mais de 100 mil pessoas passaram pela cidade de Areia nos seis dias do evento.

Sucesso na rede – Shows em tempo real. Cultura, literatura, arte online para todo o mundo. Seja no tablet, celular ou nos computadores tradicionais. A transmissão dos shows do palco principal, ao vivo, via internet, foi novamente executada no festival.

De acordo com a organização, mais de 30 mil pessoas, espalhadas nas mais diferentes partes do mundo, também viajaram no tempo, reverenciaram o poeta do ‘Eu’ e se teletransportaram para a cidade serrana.

O 13 º Festival de Artes, uniu tradição, memória, cultura, mas não deixou de lado a interatividade e rapidez tão inerentes ao mundo contemporâneo. Assim com a obra de Augusto, sua homenagem foi única, de vanguarda e, que com certeza, vai ficar na memória dos que passaram pela bucólica, simpática e aconchegante cidade de Areia.