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Anemia falciforme é tema de curso no Hemocentro de João Pessoa

segunda-feira, 24 de novembro de 2014 - 16:36 - Fotos:  Walter Rafael

Mais de 40 profissionais de saúde entre médicos, bioquímicos e enfermeiros estarão participando durante toda essa semana do Curso Metodologias Básicas Aplicadas ao Diagnóstico e Tratamento das Hemoglobinopatias (anemia falciforme). O evento foi aberto nesta segunda-feira (24), no auditório do Hemocentro de João Pessoa, e está sendo ministrado pelos professores da Universidade de São Paulo (Unesp), Cláudia Benini e Edis Belini.

A coordenadora do Setor de Hematologia do Hemocentro, Sandra Cibele Figueiredo, afirmou que na verdade o curso é uma capacitação para o diagnóstico e tratamento da anemia falciforme. Ela explicou que hoje estão cadastrados 241 pacientes com essa doença na rede hemocentro paraibana e somente em João Pessoa esse número é de 113 pacientes.

De acordo com Ana Estela Goldbeck, coordenadora do Serviço de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, o curso visa capacitar os profissionais de saúde para um diagnóstico mais preciso e claro da doença tanto em adultos quanto em recém-nascidos e assim proporcionar um tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida do paciente com anemia falciforme. “O nosso objetivo é prevenir e diminuir cada vez a gravidade da doença que pode levar a morte”, alertou.

A diretora geral do Hemocentro, Sandra Sobreira, afirmou que esse curso mostra mais uma vez a preocupação do Governo do Estado em oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e de qualidade à população paraibana. “Faz parte da nossa metodologia de trabalho fazer com que o nosso usuário seja bem atendido em todos os setores do Hemocentro”, destacou.

Sobre a doençaNo País existem mais de 30 mil pessoas cadastradas com a doença nos hemocentros e hospitais de referência, segundo o Ministério da Saúde. Os sintomas da doença são diversificados, como dores ósseas, dores na barriga, infecções repetidas, podendo levar à morte. Crianças e adultos podem apresentar palidez e ter o branco dos olhos amarelado, o que pode ser confundido com hepatite.

O reconhecimento da doença no recém-nascido é feito pelo teste do pezinho, na sua primeira semana de vida. Crianças maiores de quatro meses, jovens e adultos que não fizeram o teste do pezinho podem realizar o exame de sangue para o diagnóstico da doença.

Outro evento – Durante toda semana passada, o Hemocentro realizou um curso sobre Triagem Clínica de doadores de sangue, ministrado por Liliane Wendling Jacques, coordenadora do setor de Triagem Clínica do Hemocentro de Santa Catarina. A diretora geral do Hemocentro, Sandra Sobreira, afirmou que o evento reuniu funcionários que trabalha nesse setor de toda a rede hemocentro e teve como objetivo capacitar essas pessoas para oferecer um tratamento cada vez melhor ao usuário.