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17 de maio de 2017

Ambulatório TT realiza atividades para marcar Dia de Combate à LGBT Fobia



O Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais, situado no Complexo Hospitalar de Doenças Infectocontagiosas Clementino Fraga, realiza atividades nesta quarta-feira (17) para marcar o ‘Dia de Combate à LGBT Fobia’. Uma roda de conversas entre profissionais e usuários do ambulatório, gerência executiva de DST e Aids da Secretaria de Estado da Saúde, além de representante da Secretaria da Mulher e Diversidade Humana – Semdh, discutiu, além de assuntos pertinentes ao Ambulatório TT, a crescente violência às pessoas trans.

O ambulatório TT completa quatro anos em julho de 2017 com 286 usuários cadastrados. Desse total, 10% são travestis, 60% mulheres trans e 30% são homens trans. Até o último mês de abril, foram realizados mais de 3.500 atendimentos. A primeira cirurgia realizada pela unidade foi a Raspagem do Pomo de Adão  (Tireoplastia), realizada no início de 2015, tendo outras mulheres trans aguardando a mesma cirurgia. O balanço de 2016 conta com um total de 1328 atendimentos, divididos em oito especialidades (Ginecologia / Urologista / Psiquiatra / Psicologia / Fonoaudiologia / Assistência Social / Endocrinologista e Técnicos de Enfermagem), além de uma recepcionista (mulher trans) e o gerente do ambulatório, Sérgio Araújo, que é acadêmico de Serviço Social.

O novo fluxograma para dar acesso ao processo transexualizador é o seguinte: ser maior de 18 anos, ter encaminhamento do espaço LGBT do estado, cópias do Cartão SUS, RG e comprovante de residência. Cada usuário deve fazer o agendamento no próprio ambulatório TT, participar de uma roda de conversas com diversos profissionais, que explicarão o passo a passo de todo o processo. Após participar de todas as etapas, é aberto um prontuário e iniciado o acompanhamento no processo Transexualizador ou hormonioterapêutico.

O ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais conta com parcerias com a Semdh, a gerência executiva de Dst/HIV Aids e hepatites virais da SES, o Complexo Hospitalar Clementino Fraga e com o espaço LGBT da Paraíba. A unidade é referência para o Ministério da Saúde por conseguir agregar vários profissionais em um único serviço. Equipes de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pará e Piauí visitaram recentemente a unidade paraibana para conhecer os serviços oferecidos.