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8 de maio de 2015

Aluno de escola estadual é aprovado na Universidade de Coimbra



O aluno da Escola Estadual Professor Lordão, localizada na cidade de Picuí, José Djalisson Santos Oliveira, foi aprovado no curso de Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal. José Djalisson é filho de uma professora da rede pública estadual e de um pescador. Sua trajetória na escola é de muito sucesso, tendo desde cedo participação ativa em projetos sociais.

Aos sete anos, fez parte do Centro de Educação e Organização Popular (CEOP), onde participava de oficinas e atividades relacionadas a assuntos que, até então, não eram discutidos com crianças e adolescentes nas escolas, como abuso sexual, política, drogas e DSTs. Aos 11 anos, ingressou no Movimento Escoteiro. Como aluno, na 1ª série do Ensino Médio, publicou uma página nas redes sociais chamada “Diário de Classe – Professor Lordão”, na qual reportava sobre a situação da escola e a qualidade do ensino.

Representou a Paraíba como Jovem Deputado na edição de 2014 do Parlamento Jovem Brasileiro em Brasília, foi finalista do Programa Jovem Senador e Jovem Embaixador. Também foi aprovado na segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e a Olimpíada Paraibana de Química (OPBQ). Atuou como membro do Grêmio Estudantil e do Conselho da Escola Estadual Professor Lordão, também fez parte do Bateia de Cinema, um grupo de jovens que visa, junto com o audiovisual, efetivar trabalhos sociais, além de fazer parte do 2º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude, movimento social de caráter popular organizado por jovens do campo e da cidade, onde são debatidos temas políticos fundamentais da juventude.

José Djalisson se destacou pelo hábito de leitura e sempre foi estimulado pelos professores da Escola Professor Lordão.  Tinha uma paixão por marcadores de páginas, o que o incentivou a enviar um e-mail para várias editoras de todo o Brasil pedindo os marcadores, no final do e-mail ainda acrescentava “e livros, caso estejam sobrando”. O pedido foi atendido e por quase dois meses chegaram vários marcadores de páginas até de outros países como Polônia, Eslovênia, Portugal, Espanha e livros de editoras famosas.

O aluno recebeu cartas incentivando-o a “ler e a acreditar nos seus sonhos”, de escritores da Bahia, São Paulo e Santa Catarina. “Fiquei muitíssimo feliz. A carta que mais me impressionou foi a de uma senhora de 89 anos, que pensava que a juventude estava perdida”, diz Djalisson, como é conhecido entre os escritores. “Doei parte dos livros a amigos e para a escola onde estuda, porque livro não é pra ficar numa estante levando poeira”, finalizou.