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16 de janeiro de 2015

Alta na emissão da Nota Fiscal Eletrônica mostra aquecimento da economia



O volume de encomendas do varejo e da indústria paraibana indicou aquecimento da atividade econômica em 2014, em contraponto com a desaceleração econômica verificada em âmbito nacional.

A emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), um dos termômetros da economia, somou 21,120 milhões de unidades autorizadas pela Secretaria de Estado da Receita no acumulado do ano passado, representando uma alta de 6,79% sobre o ano anterior (19,777 milhões). Os dados foram consolidados pelo Núcleo de Análise e Planejamento de Documentos Fiscais da Receita Estadual.

O mês de dezembro também registrou alta de 8,12% em emissão de notas fiscais eletrônicas sobre o mesmo período do ano passado. A emissão de NF-e somou mais de 1,891 milhão de notas em dezembro, contra 1,749 milhão de 2013. Em novembro do ano passado, período que antecede encomendas de Natal, a emissão havia batido recorde da série histórica com 1,928 milhão de notas eletrônicas.

Para o secretário de Estado da Receita, Marialvo Laureano, disse que outro indicador mostra o aquecimento na economia paraibana, mesmo com o cenário econômico nacional difícil: “A arrecadação do ICMS-indústria fechou com alta nominal de 11,65% em 2014 sobre o ano anterior nos 12 meses”, detalhou.

Crescem emissões de Nota Fiscal ao Consumidor – ONúcleo de Análise e Planejamento de Documentos Fiscais da Receita Estadual divulgou o primeiro relatório de emissão da Nota Fiscal Eletrônica ao Consumidor (NFC-e). Na Paraíba, os estabelecimentos credenciados do varejo emitiram 372,2 mil NFC-e no mês de dezembro, volume 159% acima do mês de novembro (143,2 mil).

O ano encerrou com 523,6 mil notas fiscais eletrônicas destinadas ao consumidor. A tendência deste ano é que o número de emissões deve ser de forte crescimento com adesão de novas empresas do novo serviço de NFC-e e com as empresas obrigadas.

Neste mês, a Secretaria de Estado da Receita adiou para 1º de julho de 2015 a obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) para as empresas varejistas que possuem faturamento superior a R$ 25 milhões ao ano.

O novo serviço da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), que foi lançado em julho do ano passado de forma experimental, tem como objetivo reduzir os custos das empresas varejistas com a dispensa do uso de impressora fiscal ECF (Emissor do Cupom Fiscal).

Segundo o chefe do Núcleo de Análise e Planejamento de Documentos Fiscais da Receita Estadual, Fábio Roberto Silva Melo, a principal vantagem dessa nova nota eletrônica é o fator custo para os contribuintes. “As empresas do varejo passarão a utilizar a impressora não fiscal na nota impressa ao consumidor. A compra de impressora comum pelo varejo é bem mais em conta que a impressora fiscal. Ela custa, aproximadamente, um terço do custo da impressora fiscal”, declarou.