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Alimentos cultivados por reeducandos abastecem unidades prisionais

sexta-feira, 6 de setembro de 2013 - 12:18 - Fotos:  Antonio David/Secom-PB

O Complexo Agro Industrial de Mangabeira (Casa de Farinha), que pertence à Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), realizou a colheita de legumes. A unidade recebe reeducandos dos regimes semiaberto e aberto e possui plantios de hortaliças, frutas, além das sementeiras, que garantem safras em ciclos diferenciados e parte do abastecimento de alimentos nas unidades prisionais da região metropolitana de João Pessoa.

O secretário da Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, destacou a importância da ação desenvolvida na unidade. “Temos ciência que, através do trabalho, o ser humano alcança a dignidade e se sente útil na sociedade. Esta é mais uma ação primordial no processo de ressocialização constante que estamos desenvolvendo na Paraíba. Quero agradecer a toda a equipe envolvida neste processo. Este alimento é produzido de forma absolutamente orgânica, o que agrega ainda mais valor ao produto final. Tenho certeza que, desta forma, estamos resgatando o caráter agrícola da instituição”.

No plantio, está sendo utilizado o processo de irrigação por gotejamento e micro aspersão, com o cultivo de raízes, hortas e fruticultura e ainda, o uso de adubo mineral NPK, uma composição de Nitrogênio, Fósforo e Cálcio, sob a coordenação do engenheiro agrônomo Roberto da Silva Guerra. Também está sendo utilizado o processo de adubagem orgânica por compostagem, com o reaproveitamento das folhas secas, principalmente de eucalipto e cascas e restos de frutas, que são amontoadas e cobertas para a fermentação, adicionando barro e esterco animal para a compensação do solo arenoso.

O diretor do Complexo Agro Industrial de Mangabeira, Josenildo Porto também avaliou o projeto. “Nós assumimos esta unidade em janeiro deste ano, a partir daí, iniciamos o processo de plantio, que estava inativo há mais de cinco anos. Começamos desde o preparo do solo, o plantio das hortaliças e do milho, que foi colhido no período junino e distribuído em alguns presídios, outra ação que julgamos importante foi a recuperação da parte que abrigava a antiga casa de farinha, que dá nome a este local, que pretendemos transformar em museu. Acreditamos que este trabalho é uma vertente do processo de ressocialização por meio do trabalho agrícola e da produção de produtos orgânicos, o que é ecologicamente correto”.

Saiba Mais – O Complexo Agro Industrial de Mangabeira, também conhecido por Casa de Farinha, foi inaugurado em março de 1979, sendo uma das primeiras unidades prisionais da Capital. Hoje conta com um hectare de terra, que está sendo cultivada por reeducandos e acompanhada pelo engenheiro agrônomo. A unidade também conta com máquinas agrícolas e não utiliza nenhum tipo de agrotóxico na produção.