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30 de agosto de 2011

Agropecuária na Paraíba terá Plano Estratégico com projeção até 2020



Otimizar  as cadeias produtivas da pecuária leiteira, avicultura, grãos, piscicultura e cana-de-açucar. Este é o eixo principal do Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Agropecuária da Paraíba, visando ações até 2020. Para elaborar esta ação, o Governo recorreu à Fundação Getúlio Vargas, por meio do Centro de Agronegócios. Diversos órgãos e secretarias estaduais estarão diretamente envolvidos na construção e execução desta ação – que é de Estado, e não de Governo, segundo destacou o secretário executivo da Agropecuária, Rômulo Montenegro.

O secretário revelou que os cinco setores produtivos estão sem políticas públicas de incentivo às atividades, além de terem problemas de ordem sanitária, de infraestrutura, de ordem ambiental e de abastecimento. As cadeias existem, mas o círculo não se completa devido a esses obstáculos. “Por isso a Paraíba está numa situação inferior aos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, em termos de crescimento econômico. Faltou planejamento”, avalia o secretário.

A convite do Governo da Paraíba, o presidente da Fundação Getúlio Vargas, e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, teve reunião com o secretário Rômulo Montenegro para tratar do tema. Técnicos da Fundação Getúlio Vargas também estão se reunindo com os técnicos da Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), para discutir a elaboração do Planejamento Estratégico para o Desenvolvimento da Agropecuária da Paraíba.

O secretário Rômulo ressaltou que a Paraíba tem grande potencial nas cinco cadeias produtivas, e por isso o planejamento é de suma importância para a estruturação do agronegócio no Estado. “Há áreas agricultáveis e há áreas para a ovinocaprinocultura; o que nos falta é traçar um plano”, disse. Uma minuta do projeto será apresentada ao governador Ricardo Coutinho, para análise.

Estímulo – O Governo da Paraíba vai estabelecer metas a serem cumpridas no Planejamento Estratégico da Agropecuária, levando a iniciativa privada a produzir de forma planejada. A meta é estabelecer uma política pública positivista de indução, estimulando a produtividade.

Rômulo Montenegro defende que a pecuária leiteira não deve atender apenas a demanda do Programa do Leite, que distribui por dia 120 mil litros do produto a famílias carentes. A produção de leite dos 29 laticínios deve estar voltada principalmente para o mercado, com industrialização e venda.

A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) deve ampliar e aprofundar as pesquisas no Planejamento Estratégico para cumprir seu papel, transferindo os estudos à iniciativa privada. Já a Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa) deve cuidar da produção interna no Estado, e não apenas servir de entreposto entre a Paraíba e os estados vizinhos. Os produtos precisam se certificados, um instrumento importante na garantia da qualidade. “A Empasa tem ainda um papel na questão tributária, vai contribuir com isto no formato do planejamento”, disse.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), por sua vez, estará mais próxima do produtor rural. As pesquisas desenvolvidas pela Emepa deverão ser assistidas pela Emater junto aos produtores. “Esta interligação é fundamental. O associativismo, o cooperativismo e experiências da iniciativa privada poderão contribuir com o Planejamento Estratégico, que está em fase de elaboração”, ressaltou Rômulo.

De acordo com o secretário executivo, o Sebrae, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, dentre outras instituições, são parceiros neste processo e um exemplo de experiência bem sucedida ocorre nos últimos dez anos no Cariri paraibano, com a ovinocaprinocultura, que cresceu e modificou o perfil econômico daquela região.

O Porto de Cabedelo, a Secretaria da Infraestrutura, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Cagepa, a Secretaria de Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, bem como outros órgãos estaduais, integrarão essa força-tarefa na elaboração e execução do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agropecuária na Paraíba.