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Agricultores são preparados pelo Governo para comercialização dos produtos

quarta-feira, 10 de julho de 2013 - 18:24 - Fotos: 

Os agricultores familiares de três comunidades rurais do município de Mamanguape, Litoral Norte, estão sendo preparados pelo Governo do Estado, por meio da Emater Paraíba, para comercializar sua produção agrícola junto ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Na manhã desta quarta-feira (10), houve uma visita a uma Unidade Familiar Produtiva de hortaliças e frutas na Fazenda Caramatuba.

Um dos pontos principais que os agricultores elogiaram foi a forma como o grupo comercializa sua produção. “Marcamos a entrega dos produtos para um único dia, usando o mesmo transporte. Isso reduz os custos, que é divido entre todos”, afirmou José Carlos da Silva, presidente da Associação Comunitária dos Hortigranjeiros em Camaratuba. Sobre a comercialização aos programas de compras governamentais, ele informou que depois que passaram a vender ao Pnae e PAA estão livres da ação de atravessadores e as entregas nas escolas estão sendo feitas no dia marcado.

Ao final do encontro, o presidente da Associação dos Agricultores da Comunidade Mendonça, Otávio Costa de Lima, disse que o intercâmbio foi proveitoso porque os agricultores conheceram como são tratados os produtos e que poderão aplicar os ensinamentos na produção de sua lavoura. O agricultor familiar Abel Santos da Silva comentou que a aprendizagem será útil, pois fará o melhor aproveitamento das áreas plantadas e aperfeiçoará o modo de comercialização.

Quem também falou sobre a visita e a possibilidade de ampliação da negociação dos produtos agrícolas foi o agricultor Antônio Ambrósio da Silva, da comunidade Curralinho, para quem “vale a pena comercializar a produção ao Pnae”, mas defendeu que a percentagem mínima passe dos atuais 30% para, ao menos, 50%.

Outro assunto muito discutido entre os agricultores foi a questão da utilização de defensivos químicos na produção. Segundo eles, a Emater tem orientado a todos para não adotar essa prática e produzam alimentos saudáveis. “Temos a preocupação para não usar produtos ofensivos à saúde das pessoas. Trabalhamos para colocar nas escolas produtos limpos para evitar reclamações e até punição”, garantiu Ambrósio.

A excursão técnica com extensionistas contou com a participação de professores e alunos de escolas públicas das comunidades, merendeiras e membros do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (Consea).

O diretor técnico da Emater, Francionildo Araújo (Peninha) participou do encerramento das palestras e destacou o papel da empresa no processo de conscientização dos agricultores para a produção agrícola saudável, lembrando que a recomendação dos dirigentes da empresa (Geovanni Medeiros como presidente e Erasmo Lucena como diretor da área técnica) é no sentido de que os agricultores tenham o assessoramento necessário para o desempenho de suas atividades.

A equipe que organizou a excursão para troca de experiência foi composta de Paulo Amaral e Maria Betânia Lima, de Mamanguape, com a participação dos extensionistas Ednet Freire e Eidy Simões, do escritório da Emater em Rio Tinto, e de Osório Vieira, da Baia da Traição, com supervisão de Keyla Leal Deininger Evangelista, chefe do escritório regional da Emater.

Após palestra proferida pelos técnicos Ednete Freire e Paulo Amaral sobre Planejamento da Produção e Acesso a Políticas Públicas de Comercialização, os participantes da excursão visitaram uma Unidade Familiar Produtiva (UFP), onde agricultores fornecedores do PAA e Pnae produzem macaxeira, inhame, batata-doce, frutas e hortaliças diversas como coentro, cebolinha, pimentão, tomate e cenoura, todos cultivados sem uso de agrotóxicos ou aditivos químicos.

Segundo levantamento da Emater, o município de Mamanguape tem grande potencial de produção e os produtos de maior representatividade econômica, em torno de 70%, são: abacaxi, inhame, macaxeira, batata-doce e acerola. Os 30% restantes são para o cultivo de banana, mamão e melancia. Atualmente, a Emater assessora 35 famílias agricultoras fornecedoras, sendo 18 integrantes do Pnae municipal e 10 do Pnae estadual.