Fale Conosco

14 de maio de 2013

Agricultor cultiva palma resistente à cochonilha no Sertão



emater agricultor testa no sertao palama resistente a cochonilha plantio de raquetes 270x202 - Agricultor cultiva palma resistente à cochonilha no SertãoUma alternativa que garante a alimentação do rebanho apresenta resultados satisfatórios, durante a estiagem, na zona rural da cidade de Sousa. O exemplo é do agricultor Luiz Alves de Santana, do sítio Malhada de Pedra. Orientado pela Emater para manter na sua propriedade suplementação de ração para o gado, e decidiu cultivar palma forrageira. Recebeu mil raquetes do Governo do Estado para formação de sementeira, fez o plantio e meses depois contabiliza o bom aproveitamento.

Ele informou que nunca trabalhou com plantio de palma como suporte forrageiro, mas agora está consciente de que é preciso ter na propriedade uma plantação desta cultura como reserva de ração para que possa ser usada como alimento de animais em período de longas estiagens. A preocupação dele e de outros da região também contemplados com raquetes, era com relação à adaptação da palma na região. “Percebe-se que o aproveitamento das raquetes é satisfatório. Pretendo ampliar a área cultivada, a partir de agora”, disse.

Satisfeito com o resultado obtido com o plantio, Luiz Alves já conversou com os técnicos da Emater sobre a possibilidade de ampliar a área, e com isso montar uma reserva estratégica de ração para o rebanho que poderá ser usada em período de seca prolongada. Ele disse que nunca tinha trabalhado com palma, mas depois que participou do “Dia de Campo” sobre seu cultivo, chegou à conclusão de que vale a pena investir na plantação. “Achei a palma melhor do que o capim, porque é mais resistente ao período de seca”, disse.

No passado, em período de estiagem semelhante, ele foi obrigado a comprar palma para alimentar o rebanho. Neste ano, pelo menos até agora, o seu rebanho está sendo alimentado com a cana e capim elefante ainda existentes. “A plantação de cana salvou nosso rebanho, mas deixamos de fabricar rapadura, outra atividade que garantia renda”, explicou. No período da moagem, eram produzidas 140 cargas de rapadura que comercializava nas feiras livres da região.

O criador disse que orientado pelos técnicos da Emater, em janeiro aceitou fazer um plantio de experimento com palma que, alguns meses depois, já apresenta bons resultados. Recebeu mil raquetes do Programa de Distribuição de Palma Resistente do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sadap).

Sobre suas atividades de criador, informou que a estiagem obrigou a reduzir o rebanho, estando com seis vacas produzindo leite que atende a freguesia e o restante produz queijo. Hoje a produção de leite é de 25 litros diários, numa única ordenha. Também mantém uma parte do rebanho para a engorda.

Barragens – No Sítio Macacos, também no município de Sousa, o agricultor Otacílio Dionísio Ramalho, está se preparando para convivência com a estiagem, construindo uma barragem com recursos próprios para armazenamento de água e, com isso, manter seu rebanho. São 100 cabeças de gado para a produção de leite. “Com o açude cheio de água não teremos mais problema de abastecimento, inclusive, atendemos a população da redondeza”, informou.

O criador garantiu que o açude trouxe tranquilidade e vai ajudar na convivência com a estiagem, garantindo manter seu rebanho e a produção de ração.

Outro agricultor familiar assistido pela Emater, em Sousa, que se preparou para conviver com a estiagem é Otacílio Queiroga, do Sítio Malhada de Pedra, que construiu uma barragem com recursos do Pronaf Estiagem.