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30 de setembro de 2016

Agevisa/PB alerta para os perigos do consumo excessivo de café e de bebidas energéticas



O consumo excessivo de café ou de bebidas energéticas como alternativa de energia para prolongar o tempo de estudo pode causar graves danos ao organismo humano. O alerta foi dado pela diretora-geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa-PB), Glaciane Mendes. Segundo ela, o hábito de estudar “estimulado” é muito comum hoje em dia, notadamente entre os concurseiros e os estudantes do ensino regular, especialmente de nível médio e universitário.

“As bebidas energéticas bloqueiam sensações naturais relacionadas ao cansaço e ao sono, que são indispensáveis para reconhecer quando parar nossas atividades e quando é preciso descansar para o nosso corpo não entrar em colapso”, comentou a diretora da Agevisa/PB no programa “Momento Agevisa”, que vai ao ar dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara (AM 1.110 e FM 105.5), entre as 6 e 7 horas da manhã.

Glaciane Mendes disse que, embora apresentadas como revigorantes e estimulantes do rendimento e da concentração, as bebidas energéticas contêm cafeína, taurina, vitaminas, açúcar ou adoçantes, e o consumo destas substâncias, em altas doses, pode causar arritmias cardíacas, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, diarreia, tremores, pressão arterial elevada e até mesmo problemas cardíacos.

“Já o consumo em excesso da cafeína, por meio do café, pode provocar aumento na frequência cardíaca, alta da pressão arterial, crise hipertensiva, rubor facial, dores de cabeça e dilatação das pupilas. E quando se combina o consumo do café com bebidas energéticas, as consequências podem ser muito piores”, enfatizou.

Alternativas naturais – Tendo em vista os perigos provocados pelos energéticos, Glaciane Mendes lembrou que há alternativas naturais que melhoram o desempenho intelectual e o vigor físico, começando por uma alimentação variada e equilibrada e pelo hábito de dormir entre seis a oito horas por dia, além de realizar atividades físicas regulares.

Há ainda, segundo ela, multivitaminas que contêm ginseng entre os seus componentes e que são alternativas recomendadas para “espantar” a fraqueza, a falta de energia física, a fadiga e o sono excessivo, e que podem ser muito eficazes na otimização do pensamento e da memória e na melhoria do pensamento abstrato, das habilidades para fazer cálculos mentais e dos tempos de reação do processo cognitivo.

“As multivitaminas podem combater a fadiga física e mental, proporcionando reforço da atividade cerebral, aumento da concentração e fortalecimento do sistema imunológico”, comentou a diretora-geral da Agevisa/PB. E acrescentou: “As multivitaminas não são mágicas, podendo ser utilizadas como elemento complementar à nutrição (e nunca como substitutas a uma alimentação adequada e saudável), e é muito importante que se consulte um profissional nutricionista antes de se submeter a mudanças na rotina alimentar e nutricional”.