Fale Conosco

7 de outubro de 2013

Agevisa treina Visas municipais para fiscalizar derivados do fumo



Como parte do projeto de descentralização das ações de vigilância sanitária empreendidas pelo Governo do Estado, a Agevisa/PB inicia nesta quinta-feira (10) a capacitação de técnicos e inspetores das Visas Municipais. O objetivo é intensificar as inspeções dos produtos derivados do fumo, com ênfase para a questão dos aditivos que comumente são utilizados pela indústria do tabaco para estimular o hábito de fumar, notadamente junto às camadas mais jovens da população.

Inicialmente, serão treinadas as equipes das Visas dos municípios da 2ª Gerência Regional de Saúde, que abrange 25 cidades da região polarizada por Guarabira, segundo informou o diretor geral da Agevisa/PB, Jailson Vilberto. Depois, serão realizados treinamentos nas demais Regiões de Saúde, de forma a que sejam capacitados todos os profissionais ligados à segurança sanitária no Estado da Paraíba.

De acordo com a diretora técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da agência, Helena Teixeira Lima, serão repassadas informações acerca da legislação e dos procedimentos que devem ser observados durante as inspeções. O objetivo do Governo, segundo ela, é capacitar o maior número possível de técnicos e inspetores das Visas municipais. “Com isso, estaremos oferecendo à população uma proteção bem mais qualificada, eficiente e abrangente”, disse.

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um problema de saúde pública global, e se constitui na segunda maior causa de mortes no mundo. Citando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o diretor geral da Agevisa/PB, Jailson Vilberto, lembrou que o total de mortes decorrentes do consumo do cigarro já superou a casa dos cinco milhões de vítimas por ano, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.

“O tabagismo é um problema de saúde pública que desencadeia e agrava condições de hipertensão e diabetes, aumentando também o risco de os usuários desenvolverem tuberculose, e por consequência, chegarem à morte”, acrescentou a diretora técnica Helena Lima. Ela ressaltou que, mesmo sendo reconhecido como uma ‘droga lícita’, o cigarro pode ser considerado como uma porta de entrada para o consumo de outras drogas, como, por exemplo, a maconha, que é consumida em forma de cigarro.

Falando especificamente dos aditivos utilizados pela indústria do fumo, Helena Lima ressaltou determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir o uso de tais produtos e lembrou que a responsabilidade pela erradicação de tal procedimento não atinge somente a indústria, mas também os comerciantes, os quais são proibidos de manter nos seus estabelecimentos produtos que estimulem a adesão ao consumo do cigarro, no caso os cigarros aditivados.