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Agevisa realiza treinamento para aperfeiçoar inspeção de produtos derivados do fumo

segunda-feira, 11 de novembro de 2013 - 17:40 - Fotos: 

Um total de 51 Vigilâncias Sanitárias de municípios paraibanos já recebeu treinamento para aperfeiçoar e intensificar as inspeções dos produtos derivados do fumo, com ênfase para a questão dos aditivos utilizados pela indústria do tabaco para estimular o hábito de fumar, notadamente junto às camadas mais jovens da população, segundo informou a diretora geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba, engenheira de alimentos Glaciane Mendes.

Promovida pela Agevisa/PB, a capacitação faz parte do projeto de descentralização das ações de vigilância sanitária empreendidas pelo Governo do Estado e contemplará os municípios de todas as Regionais de Saúde da Paraíba. Até agora foram capacitados coordenadores e inspetores de 29 cidades da 1ª Gerência Regional da Agevisa/PB (18 na região polarizada por Guarabira e 11 na região de Itabaiana) e de outras 22 cidades da 2ª Regional da Agevisa/PB, localizadas na região de Campina Grande.

De acordo com a diretora técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da agência, Helena Teixeira Lima, estão sendo repassadas informações sobre a legislação e os procedimentos que devem ser observados durante as inspeções. O objetivo do Governo, segundo ela, é capacitar o maior número possível de técnicos e inspetores das Visas municipais de todas as regiões de saúde da Paraíba.

Segundo Helena Lima, serão realizados treinamentos nas demais Regiões de Saúde da Paraíba a partir da próxima semana, e até o final de dezembro todas as cidades paraibanas estarão contempladas com a capacitação. “Com isso, estaremos oferecendo à população uma proteção bem mais qualificada, eficiente e abrangente, à medida que, por meio das ações pactuadas, a Vigilância Sanitária Estadual poderá atingir todo o conjunto da sociedade paraibana com suas ações de proteção e promoção da saúde”, comentou.

Problema de saúde pública – O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um problema de saúde pública global, e se constitui na segunda maior causa de mortes no mundo. Citando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Helena Lima lembrou que o total de mortes decorrentes do consumo do cigarro já superou a casa dos cinco milhões de vítimas por ano, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.

O tabagismo é um problema de saúde pública que desencadeia e agrava condições de hipertensão e diabetes, aumentando também o risco de os usuários desenvolverem tuberculose, e por consequência, chegarem a perder a própria vida”, acrescentou a diretora técnica de Ciência e Tecnologia Médica da Agevisa/PB. Ela ressaltou também que, mesmo sendo reconhecido como uma “droga lícita”, o cigarro pode ser considerado como uma porta de entrada para o consumo de outras drogas, como, por exemplo, a maconha, que é consumida em forma de cigarro.

Falando especificamente dos aditivos utilizados pela indústria do fumo, Helena Lima ressaltou determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir o uso de tais produtos e lembrou que a responsabilidade pela erradicação de tal procedimento não atinge somente a indústria, mas também os comerciantes, os quais são proibidos de manter nos seus estabelecimentos produtos que estimulem a adesão ao consumo do cigarro, no caso os cigarros aditivados.