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9 de março de 2016

Agevisa-PB homenageia mulher e diretora-geral ressalta comprometimento das servidoras da agência estatal



“As mulheres são maioria absoluta nos quadros funcionais da Agência Estadual de Vigilância Sanitária e têm papel muito importante na condução e efetivação das ações da agência reguladora no sentido da promoção, proteção e preservação da saúde das pessoas”, afirmou a diretora-geral da Agevisa/PB, engenheira de Alimentos Glaciane Mendes, durante evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher (08 de Março).

Segundo ela, a Agevisa/PB dispõe, em seus quadros, de 70 servidores, dos quais 40 são mulheres. “Temos um quadro funcional muito pequeno, e ainda por cima temos vários cargos ainda vagos. E em razão disto dependemos, acima de tudo, da competência e do comprometimento da grande maioria dos servidores e das servidoras, que têm contribuído efetivamente para o bom andamento dos trabalhos da Vigilância Sanitária estadual”, comentou a diretora.

Glaciane Mendes ressaltou, além dos bons resultados obtidos em favor da sociedade, a aprovação das contas da Agevisa/PB pelo Tribunal de Contas do Estado. “Isso é fruto do trabalho ético e correto, não somente daqueles que compõem o corpo administrativo, mas de todos e de todas que ‘vestem a camisa da instituição’ com a determinação de prestar à sociedade os melhores serviços dentro da nossa área de competência”, enfatizou.

A diretora-geral da Agevisa/PB aproveitou para homenagear especialmente dois grandes exemplos de mulheres paraibanas: Margarida Maria Alves (in memória) e Elisabeth Teixeira.

Margarida Maria Alves foi a primeira mulher a assumir a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Alagoa Grande, localizado na região do Brejo paraibano. Ela foi assassinada no dia 12 de agosto de 1983 em razão de sua luta em favor dos direitos dos trabalhadores sem terra, especialmente em defesa do registro em Carteira de Trabalho, da jornada diária de trabalho de 8 horas, do pagamento do 13° salário e da concessão de férias regulamentares e remuneradas.

Elisabeth Teixeira é viúva do líder camponês João Pedro Teixeira, fundador da Liga Camponesa no município de Sapé, no Brejo paraibano, que foi assassinado no dia 2 de abril de 1962. Com a morte do marido, e mesmo sendo perseguida, presa, e tendo que fugir e viver na clandestinidade, no interior do Rio Grande do Norte, por dezesseis anos, Elisabeth Teixeira não abandonou a luta iniciada por João Pedro, e se transformou numa das mais importantes e atuantes líderes camponesas do País.

“São exemplos como estes, de coragem, determinação e de luta, que nos enchem de orgulho e que comprovam a nossa certeza de que a mulher pode muito, em todas as áreas de atuação da sociedade. E por isso devemos continuar lutando e estimulando nossas companheiras a lutar também para que possamos ampliar nossos espaços, não somente no mercado de trabalho, mas em todas as instâncias políticas, econômicas, administrativas e sociais de poder”, observou Glaciane Mendes.

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