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Agevisa integra atividades da Campanha de Combate ao Tabagismo  

terça-feira, 29 de agosto de 2017 - 18:20 - Fotos:  Divulgação

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária participou ativamente, na manhã desta terça-feira (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, das ações relacionadas à Campanha de Combate ao Tabagismo promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES/PB). A mobilização ocorreu no pátio do Detran/PB, no bairro de Mangabeira VII, em João Pessoa, onde se reuniram representantes de vários órgãos e entidades diretamente ligados à área de saúde para realizar atividades de conscientização e sensibilização da sociedade frente aos riscos (à saúde) decorrentes do hábito de fumar.

Além de profissionais da SES/PB, da Agevisa/PB e do Detran/PB, os trabalhos tiveram a participação de representantes da Associação Médica da Paraíba, da Secretaria de Saúde da Capital, dos Planos de Saúde Afrafep, Geap e Cassi e do Programa “Saúde na Escola”, da Secretaria de Estado da Educação.

No período das 8h30 às 12h, as pessoas que foram à sede do Detran receberam informações sobre os muitos prejuízos decorrentes do hábito de fumar, sobre as formas de prevenção e de tratamento do tabagismo e sobre os benefícios dos ambientes livres da fumaça do cigarro. No mesmo local, tiveram acesso a serviços de verificação de pressão arterial e a testes exclusivos para fumantes, como o Peak Flow (avaliação respiratória) e o Fagestrom (avaliação do grau de dependência da nicotina).

Promoção e proteção da saúde –A presença ativa da Agevisa nas ações de combate ao fumo, segundo a diretora-geral, fonoaudióloga Maria Eunice Kehrle dos Guimarães, deve-se à consciência de que é dever do Poder Público, por meio de todos os órgãos que compõem sua estrutura, especialmente daqueles ligados às áreas de Saúde e Educação, informar à sociedade sobre os riscos e sobre as formas de proteção e preservação da saúde humana.

“A promoção e proteção da saúde das pessoas é a missão principal da Agevisa, e para isso investimos não somente no caráter fiscalizador da nossa agência reguladora, mas também em ações educativas capazes de fazer com que a população seja uma importante parceira do Poder Público na defesa de sua saúde”, enfatizou Maria Eunice.

Fumante vive menos que o não fumante – Representando a Agevisa/PB juntamente com a gerente-técnica de Inspeção e Avaliação de Produtos, Equipamentos e Tecnologias Médicas, Telma Domiciano, a diretora-técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da Agevisa/PB, Helena Teixeira Lima Barbosa, observou que “o fumante vive, em média, dez anos menos que o não fumante”. Segundo ela, estima-se que, até o ano de 2030, oito milhões de pessoas morrerão por ano em razão de doenças provocadas pelo hábito de fumar.

Os dados citados por Helena Lima constam de publicação do Instituto Nacional do Câncer (Inca), produzida em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com a especialista em Dependência Química, Stella Regina Martins. Conforme o documento, que está disponível em: http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/cigarros_eletronicos.pdf, “o tabagismo é a maior causa evitável de mortes no mundo”.

Para reforçar a consciência das pessoas para os males causados pelo fumo, a diretora-técnica alertou para o fato de que os produtos derivados do fumo são os principais causadores de doenças crônicas não transmissíveis; são responsáveis por 30% de todas as mortes por cânceres; por 85% dos cânceres de pulmão; por 80% dos óbitos causados por doença pulmonar obstrutiva crônica, e pela incidência de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Helena Lima disse que o tabagismo aumenta em 100% o risco de doença hipertensiva, e em 80% o risco de infarto agudo do miocárdio, e, além disso, eleva também o risco de contrair a tuberculose pulmonar, havendo estimativa de que 40 milhões de fumantes com tuberculose venham a morrer entre 2010 e 2050.

“O hábito de fumar não prejudica somente os fumantes. Segundo o Inca, aproximadamente 600 mil pessoas morrem anualmente em consequência do fumo passivo, e 75% dessas mortes estão entre mulheres e crianças”, comentou a representante da Agevisa/PB. Ela acrescentou que “a poluição ambiental causada pela fumaça do cigarro pode causar câncer de cavidade oral, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, mama, colo de útero, dentre outros tipos de câncer”, e disse que “as fumantes têm risco aumentado de abortamento e de parto prematuro, além do risco de o bebê ter baixo peso ao nascer, síndrome da morte súbita infantil e outras doenças respiratórias de recém-nascido”.

Cigarro eletrônico –Diante da campanha mundial e sistemática de combate ao tabagismo e do consequente aumento nos níveis de conscientização das pessoas em relação aos prejuízos causados à saúde pelo cigarro, as indústrias que exploram o mercado de derivados do fumo investem na diversificação de seus produtos para manter e ampliar seus lucros financeiros. Dentre esses novos produtos destacam-se os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), que nas últimas décadas vêm sendo apresentados como alternativa para quem deseja parar de fumar ou, pelo menos, reduzir os danos causados pela exposição às substâncias presentes nos cigarros convencionais.

Sobre o assunto, a diretora-técnica Helena Lima informou que não há dados científicos que comprovem a eficiência, a eficácia e a segurança no uso e manuseio de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos, e que a inexistência desses dados levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibir a comercialização, a importação e a propaganda destes em todo o território nacional.

A proibição está expressa na Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 46/2009/Anvisa, que tem base no Princípio da Precaução e que (em seu art. 1º) assim determina: “Art. 1º – Fica proibida acomercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivoseletrônicos para fumar,conhecidos como cigarros eletrônicos, e-cigaretes, e-ciggy, ecigar, entre outros, especialmente os quealeguem substituiçãode cigarro,cigarrilha, charuto, cachimboe similares no hábito de fumar ouobjetivem alternativa no tratamento do tabagismo”.