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Agevisa e Hemocentro discutem estratégias para ampliar segurança da hemorrede na Paraíba

sexta-feira, 5 de maio de 2017 - 17:00 - Fotos:  Divulgação

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) e o Hemocentro da Paraíba vão intensificar a adoção de ações conjuntas no sentido de ampliar a segurança da Rede de Sangue e Hemoderivados (Hemorrede) do Estado, conforme informou a diretora-geral da Agevisa/PB, Maria Eunice Kehrle dos Guimarães. A iniciativa, segundo ela, está inserida na política estabelecida pelo Governo no sentido da perfeita integração dos órgãos da administração pública estadual na busca pela prestação de serviços de qualidade à população, em todos os níveis.

A ampliação da parceria nesse sentido foi discutida em reunião realizada na sede central da Agevisa, em João Pessoa/PB. Coordenado pela diretora-geral Maria Eunice, o encontro teve a participação da diretora-geral do Hemocentro Coordenador, Luciana Gomes Vieira Almeida, da bioquímica do Hemocentro, Giovanna Rodrigues, da diretora técnica de Estabelecimentos e Prática de Saúde e de Saúde do Trabalhador da Agevisa/PB, Thais Maira de Matos, da gerente-técnica de Inspeção e Controle em Sangue e Hemoderivados, Iara Coeli da Nóbrega Lins, e do gerente-técnico de Integração e Articulação, Herberto Palmeira Júnior.

De acordo com a diretora-técnica Thais Matos, a importância do estreitamento da parceria com o Hemocentro/PB está na possibilidade de disseminação de informações e experiências capazes de potencializar e qualificar as ações relacionadas ao aperfeiçoamento do controle dos Serviços de Hemoterapia, em observância ao que dispõe a Resolução (RDC) nº 151, de 28 de agosto de 2001, estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na parceria com o Hemocentro, além de fortalecer o necessário caráter educativo de ações voltadas à redução dos riscos à saúde das pessoas, por meio da melhor qualificação do trabalho e da oferta de um serviço seguro em saúde, a Agevisa/PB também fortalece a sua capacidade de monitoramento e vigilância para garantir a segurança de todo o ciclo do sangue, que inclui a captação e seleção (na triagem clínica) dos candidatos à doação, a coleta do sangue, o processamento, o armazenamento, os exames laboratoriais do doador, o preparo da transfusão (testes pré-transfusionais) e a transfusão, segundo explicou a gerente-técnica de Inspeção e Controle em Sangue e Hemoderivados, Iara Lins.

Estrutura da Hemorrede – Segundo estabelece a RDC n° 151/2001/Anvisa/MS, a Hemorrede Nacional é composta pelos seguintes Serviços de Hemoterapia: Hemocentro Coordenador (HC), que se constitui em entidade de âmbito central, de natureza pública, com a finalidade de prestar assistência e apoio hemoterápico e/ou hematológico à rede de serviços de saúde; Hemocentro Regional (HR), também de natureza pública, encarregado de coordenar e desenvolver as ações estabelecidas na Política de Sangue e Hemoderivados do Estado para uma macrorregião de saúde, e Núcleo de Hemoterapia (NH), de âmbito local ou regional e de natureza pública ou privada, com atuação microrregional na área de hemoterapia e/ou hematologia.

E ainda: as Unidades de Coleta e Transfusão (UCT), de âmbito local e natureza pública ou privada, encarregadas da coleta de sangue total e transfusão em hospitais ou pequenos municípios onde a demanda de serviços não justifique a instalação de uma estrutura mais complexa de hemoterapia; Unidade de Coleta (UC), de âmbito local (podendo ser móvel ou fixa), autorizada a realizar coleta de sangue total; a Central de Triagem Laboratorial de Doadores (CTLD), de âmbito local, regional ou estadual e natureza pública ou privada, que tem por competência a realização dos exames de triagem das doenças infecciosas nas amostras de sangue dos doadores coletado na própria instituição ou em outras, e as Agências Transfusionais (AT), com localização preferencialmente intra-hospitalar, que têm a função de armazenar, realizar testes de compatibilidade entre doador e receptor e transfundir os hemocomponentes liberados.

No caso da Unidade de Coleta, que pode ser fixa ou móvel, nos termos da RDC nº 151/Anvisa/MS, se for móvel, esta deverá ser pública e estar ligada a um Serviço de Hemoterapia. Se for fixa, poderá ser pública ou privada.